Archive for the 'Estados Unidos' Category

EUA: imperialismo do mal contra os trabalhadores

Os empresários americanos imperialistas não hesitaram em usar a polícia para impedir a justa manifestação dos trabalhadores por condições mais dignas de trabalho (e a reclamação nem era por causa do vestuário…):


O Mickey era o grande timoneiro da manifestação. Foi ele o responsável por cooptar a Branca de Neve, com quem nunca contracenou nos desenhos animados.


O Mickey, como bravo agente do Sindicato dos Ratos Profissionais, não escapou da ação truculenta do polícia (notem que, como resultado do multiculturalismo, tanto o Mickey quanto o polícia são mexicanos) .


A Branca de Neve, claro, não foi poupada. A policial, se bem repararem, antes de se tornar uma oficial da lei era a Malvada Rainha, que chegou a envenenar a Branca de Neve, sua enteada, e foi beneficiada pela delação premiada. Escapou da prisão após denunciar que fez o que fez a serviço da CIA.

Cinderela e Branca de Neve são presas em protesto na Disney

Polícia foi chamada para conter manifestação de funcionários da Disneylândia; eles pediam melhoras trabalhistas

O sindicato afirmou que as condições oferecidas por Disney em sua última oferta impedirão que muitos trabalhadores possam receber o seguro médico e geram desigualdade entre os empregados ao estabelecer duas categorias salariais. A empresa informou que as conversas para estabelecer o novo marco trabalhista ainda não terminaram, mas atribuiu a falta de acordo a que nos últimos seis meses o sindicato só tinha se sentado à mesa de negociações em 11 ocasiões, enquanto já tinha realizado 14 manifestações.

LOS ANGELES - Os visitantes que foram na quinta-feira, 14, passar um dia no mundo mágico criado pela Disney ficaram atônitos ao ver policiais prendendo Cinderela, Branca de Neve e Sininho. A polícia foi à entrada da Disneylândia em Anaheim, perto de Los Angeles, depois que um grupo de funcionários, alguns vestidos como os personagens imortalizados por Walt Disney, fizeram um protesto para reivindicar melhoras trabalhistas, informou a imprensa local.

Após uma manifestação que começou em um dos hotéis do complexo até a entrada do parque, alguns dos funcionários bloquearam por quase uma hora um cruzamento muito movimentado. O protesto desencadeou na detenção de 32 pessoas sob acusações de desobedecer a uma ordem de um oficial e cometer duas infrações de trânsito.

Os detidos devem ser libertados ao longo do dia. Os manifestantes representavam mais de dois mil funcionários dos hotéis Paradise Pier, Grand Californian e Disneyland Hotel, propriedade da empresa Disney, cujo convênio finaliza em fevereiro.

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Um esquerdinha, Obama e os democratas senhores da guerra

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Falcão Obama

John Pilger

Em 1941, o editor Edward Dowling escreveu: “Os dois maiores obstáculos para a democracia nos Estados Unidos são:

Primeiro, a ilusão generalizada entre os pobres de que temos uma democracia;

Segundo, o terror crônico entre os ricos de que tenhamos uma”.

O que é que mudou? O terror dos ricos é maior do que nunca, e os pobres transmitiram sua ilusão àqueles que acreditam que quando George W. Bush finalmente se afastar, em janeiro, diminuirão as suas numerosas ameaças ao resto da humanidade.

A prevista nomeação de Barack Obama, a qual, segundo um comentador ofegante, “marca um momento verdadeiramente excitante e histórico na história dos EUA”, é um produto da nova ilusão. Na verdade, isso só parece novo.

Momentos verdadeiramente excitantes e históricos foram fabricados em torno de campanhas presidenciais desde que eu posso lembrar, gerando o que pode apenas ser descrito como asneiras em grande escala. Raça, gênero, aparência, linguagem corporal, esposas e prole, mesmo explosões de grandeza trágica - tudo isso está incluído no marketing e na “criação de imagem”, agora ampliada pela tecnologia “virtual”.

Graças a um sistema de colégio eleitoral não democrático (ou, no caso de Bush, de máquinas de voto amaciadas) só aqueles que tanto controlam como obedecem ao sistema podem vencer. Este tem sido o caso desde a verdadeiramente histórica e excitante vitória de Harry Truman, o liberal democrata dito um humilde homem do povo, que, para mostrar quão duro era, arrasou duas cidades com a bomba atômica.

A percepção de Obama como um provável presidente dos Estados Unidos não é possível sem o entendimento das exigências de um sistema essencialmente de poder não alterado: com efeito, um grande jogo dos media.

Por exemplo, desde que comparei Obama com Robert Kennedy, ele fez duas importantes declarações, mas não deixaram que as suas implicações atrapalhassem as celebrações.

A primeira foi na conferência do American Israel Public Affairs Committee (Aipac), o lobby sionista, o qual, como destacou Ian Williams, “conseguirá que você seja acusado de anti-semitismo mesmo que tenha citado o sítio web da mesma para mostrar do seu poder”.

Obama já efetuou a sua genuflexão, mas dia 4 de Junho foi além. Ele prometeu apoiar uma “Jerusalém não dividida” como capital de Israel. Nem um único governo sobre a Terra apoia a anexação israelense de toda a Jerusalém, incluindo o regime Bush, o qual reconhece a resolução da ONU que designa Jerusalém como cidade internacional.

A sua segunda declaração, amplamente ignorada, foi feita em Miami no dia 23 de Maio (clique aqui para ler a íntegra do discurso). Ao falar à comunidade cubana expatriada – a mesma que ao longo de anos produziu dedicadamente terroristas, assassinos e traficantes de drogas para administrações norte-americanas – Obama prometeu continuar o feroz embargo a Cuba que, ano após ano, tem sido declarado ilegal pelas Nações Unidas.

Mais uma vez, Obama foi além de Bush. Ele disse que os Estados Unidos haviam “perdido a América Latina”. Descreveu os governos democraticamente eleitos na Venezuela, Bolívia e Nicarágua como “vácuos” a serem preenchidos. Levantou a insensatez de uma influência iraniana na América Latina e apoiou “o direito da Colômbia de atacar terroristas que procuram lugares seguros além das suas fronteiras”.

Traduzido, isto significa o “direito” de um regime, cujo presidente e políticos principais estão ligados a esquadrões da morte, invadir seus vizinhos no interesse de Washington. Ele também apoiou a chamada “Iniciativa Merida”, a qual a Anistia Internacional e outros condenaram por ver nela os EUA levando a “solução colombiana” para o México. E não parou aqui: “Devemos pressionar mais o Sul também”, disse ele. Nem mesmo Bush afirmou isso.

Já é tempo de os racionalizadores de desejos crescerem politicamente e debaterem o mundo da grande potência tal como ela é, não como eles gostariam que fosse. Tal como todos os candidatos presidenciais sérios, no passado e no presente, Obama é um falcão e um expansionista. Ele vem de uma tradição ininterrupta do Partido Democrata, como demonstram os presidentes promotores da guerras Truman, Kennedy, Johnson, Carter e Clinton. A diferença de Obama pode ser a de que ele sinta uma necessidade ainda maior de mostrar quão duro é. Por muito que a cor da sua pele influencie tanto racistas como apoiadores, isso de qualquer forma é irrelevante para o jogo da grande potência.

O “momento verdadeiramente excitante e histórico na história do EUA” só ocorrerá quando o próprio jogo for contestado.

Bom, o Pilger é um esquerdinha limonada que usa roupa de crocodilo. Por quê reproduzi o texto dele? Releia o último parágrafo. Releu? Pois é, há no Brasil, e vejo que em Portugal também, uma permanente torcida tácita ou explícita por candidatos democratas, que, como mostra a história, uma vez no poder, são os mais intervencionistas na esfera internacional.

PS: Para quem lê no original clique aqui.

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