Archive for the 'Cultura' Category

Escrever não é fácil e nada prazeroso

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Tentei escrever o prometido post sobre o romance Carne Viva do Paulo Francis. Não saiu nada que prestasse. Em respeito a vocês e ao Francis apaguei o que havia escrito. Não achei o tom, as palavras exatas, o feeling do que senti com a leitura e o que achei do livro. Espero que amanhã o cérebro contribua para disfarçar minha falta de talento e aplaque o desprazer que sinto ao escrever (qualquer coisa). Sim, meus caros, escrever para mim não é fácil e nada prazeroso. Portem-se bem nesta noite de sexta-feira.

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Homenagem merecida: Solzhenitsyn na Economist e na Spectator

Escrevi aqui um post no dia 4 (Arquipélago Gulag) sobre Alexander Solzhenitsyn, que morreu um dia antes.

Esta madrugada recebo a newsletter da The Economist desta semana cuja capa (reproduzida aí em cima) é dedicada ao escritor e intelectual russo. Um trecho da reportagem que recomendo vivamente:

Alexander Solzhenitsyn

Speaking truth to power

Alexander Solzhenitsyn’s example—and the heirs who failed him

GEORGE KENNAN, the dean of American diplomats, called “The Gulag Archipelago”, Alexander Solzhenitsyn’s account of Stalin’s terror, “the most powerful single indictment of a political regime ever to be levied in modern times”. By bearing witness, Solzhenitsyn certainly did as much as any artist could to bring down the Soviet system, a monstrosity that crushed millions of lives. His courage earned him imprisonment and exile. But his death on August 3rd (see article) prompts a question. Who today speaks truth to power—not only in authoritarian or semi-free countries such as Russia and China but in the West as well?

The answer in the case of Russia itself is depressing. Russia’s contemporary intelligentsia—the should-be followers of the example of Solzhenitsyn, Sakharov and the other dissident intellectuals of the Soviet period—is not just supine but in some ways craven (see article). Instead of defending the freedoms perilously acquired after the end of communism, many of Russia’s intellectuals have connived in Vladimir Putin’s project to neuter democracy and put a puppet-show in its place. Some may genuinely admire Mr Putin’s resurrection of a “strong” Russia (as, alas, did the elderly Solzhenitsyn himself). But others have shallower motives.

In Soviet times telling the truth required great courage and brought fearful consequences. That is why the dissidents were a tiny minority of the official intelligentsia which the Soviet Union created mainly in order to build its nuclear technology. Today it is not for the most part fear that muzzles the intellectuals. Speaking out can still be dangerous, as the murder in 2006 of Anna Politkovskaya, an investigative journalist, showed. But what lurks behind the silence of many is not fear but appetite: an appetite to recover the perks and status that most of the intelligentsia enjoyed as the Soviet system’s loyal servant (CONTINUA)

Sugiro também a leitura do texto de Owen Matthews na Spectator desta semana.

Russia’s ignorant still hate Solzhenitsyn

Owen Matthews

In Russia, writers are more than just writers. Russians look to their literary heroes not simply for beauty and entertainment, but for a philosophy of life. Writers do more than simply tell the truth to the temporal power — they are Russia’s spiritual legislators. The stern old God of Orthodoxy provides an immutable baseline of good and evil. But it is in the works of Dostoyevsky and Tolstoy and Pushkin and Chekhov that Russians find their universal truths, the nuts and bolts of people wrestling with freedom and oppression.

Russians look to their writers not just to think but to live more deeply than ordinary mortals; the best ones end up crucified on crosses of their own weakness, or of the state’s disapproval. This was certainly true of Alexander Solzhenitsyn. Not only did he, in the pungent Russian phrase, experience the horrors of the Russian century ‘on his own hide’, but he was possessed with an overwhelming moral imperative to record what he saw and felt. The impulse was so strong that while he was in the Gulag he memorised thousands of lines of his own poetry and prose when there was no paper to write on; the rest he scribbled on pieces of cement and scrounged scraps of paper.

When Solzhenitsyn died, Vladimir Putin came to pay his respects at his lying-in-state at the Academy of Sciences, and President Dmitry Medvedev bowed to his grave at the Donstkoi monastery. Thousands of people — many of them older members of the intelligentsia, in shabby clothes and thick glasses — had queued in pouring summer rain to see his body and lay flowers. But though Russia’s new masters had bowed their heads to Russia’s greatest dissident, in truth Solzhenitsyn was largely ignored in the new Russia when he was alive. Television has, as is now customary, taken its lead from the Kremlin’s respectful line, and Russia’s newspapers are written by the intelligentsia who respected Solzhenitsyn the most. But dig a little deeper into the hinterland of Russia’s internet and there is a deep and ugly groundswell of vitriol. On mail.ru, Russia’s most popular free email site, users posted 233 comments below a wire story about Solzhenitsyn’s death; almost every one was viciously critical. ‘Good riddance: He shouldn’t have worked for the West,’ wrote DimaM; ‘He wasn’t a writer, he was a traitor,’ wrote Vlad; ‘Glory to Stalin, Glory to the Soviet Union,’ wrote KlanZh (CONTINUA).

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A multidão é intolerável; a solidão, recomendável; o isolamento, dispensável

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Honestamente, acho que há gente demais no mundo. Claro, não descobri o ovo de Colombo. E nem estou aqui querendo redescobrir a pólvora. O problema é que qualquer homem civilizado obrigado a viver em sociedade precisa não só desenvolver mecanismos de defesa contra a legião como desenvolver hábitos que não sejam prejudicados pela horda.

Exemplo? Se você adora caminhar pela sua cidade na hora em que todas as 666 legiões infernais estão caminhando é preferível mudar de horário a insistir idiotamente naquele período preferível. A vida é feita de escolhas, um clichê que, muito mais do que um clichê, é uma advertência poderosa contra os dissabores da convivência inevitável. Mas é óbvio que sempre há a possibilidade do isolamento parcial ou completo, que não raro acaba por se revelar infrutífero. O motivo? Por mais que homens civilizados não suportem essa massa ignara intolerável precisam de alguns poucos amigos, pares, para compartilhar interesses.

Da mesma forma que cultivar a solidão é um ato saudável o isolamento radical é de uma imbecilidade suprema. Mais cedo ou mais tarde o incauto vai descobrir que o contato com um círculo afetivo mínimo é essencial para impedir que ele comece a subir em árvores e a ingerir bananas de forma intermitente.

O que torna o indivíduo melhor são as pessoas melhores do que ele; as pessoas que o desafiam. A maldição move, a bênção relaxa, eis uma frase genial do Blake que eu geralmente repito sem citar a fonte.

A multidão é intolerável; a solidão, recomendável; o isolamento, dispensável.

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Transatlântico: Miguel Esteves Cardoso, um homem civilizado

Caros, vejam este vídeo. Sim, não é escolha; é uma ordem amigável: vejam este vídeo. Por qual razão, ó protoditador Garschagen? Porque durante 1h07min vocês vão conhecer um dos homens mais inteligentes e civilizados de Portugal. Miguel Esteves Cardoso, chamado carinhosamente de MEC, deixou há tempos de ser um indivíduo para se tornar uma instituição. É, mais do que escritor e jornalista, uma instituição refinada, witty. Autor de dois livros excelentes: A causa das coisas (seleção de artigos para jornais) e O amor é fodido (romance).

Mas deixem de lado este texto. Prometo escrever mais sobre o MEC depois. Corram para o vídeo. Agora!

COMUNICADO: o vídeo está novamente disponível. Divirtam-se!

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Batman de pijama, ou do Leitor Flamenguista e Corintiano

Ontem, na Folha (assinantes), João Pereira Coutinho enfureceu muitos leitores do jornal com um texto sobre o filme O cavaleiro das trevas. Em poucas horas recebeu centenas de e-mails enfurecidos. Por qual razão? Olha só:

Adultos em pijamas

(…)

Nada tenho contra vigilantes, repito. Mas também acrescento que os vigilantes têm de cumprir dois requisitos básicos.
Em primeiro lugar, só podem existir na tela, não na vida real. Na vida real, continuo a preferir o Estado de Direito, em que existem leis, polícia e tribunais, e não loucos ou beneméritos que gostam de fazer justiça com as próprias mãos.

Mas mesmo os vigilantes das telas têm de cumprir um segundo requisito: não podem usar collants, máscaras, pinturas ou capas supostamente voadoras. Dizem-me que Batman, ou Super-Homem, é uma metáfora profunda sobre a nossa condição solitária e urbana; heróis derradeiros da pós-modernidade. Não comento. Exceto para dizer que morro de rir quando vejo um ator, supostamente adulto e racional, enfiado num pijama colorido e disposto a salvar a humanidade das mãos maléficas de um vilão tão ridículo e tão colorido quanto ele.

Sem falar dos fãs: homens feitos, alguns casados, que continuam a acreditar que um super-herói em pleno vôo compensa todas as ereções falhadas.

E foi assim que assisti ao último Batman, “O Cavaleiro das Trevas”, dirigido por Christopher Nolan.

(…)

Não tenciono polemizar com a sabedoria dos críticos, mas suspeito de que Heath Ledger morreu de overdose porque, depois de assistir ao resultado, não agüentou a vergonha. E quem o pode censurar?

(…)

Infelizmente para os criadores, a narrativa não é apenas infantil em sua pretensão política e filosófica; é incongruente quando Batman ou Coringa entram no enquadramento. Razão simples: se a fantasia já é difícil de engolir como fantasia, imaginem apresentá-la em tom “realista” e até “documental”.

Confrontado com Batman e Coringa, nenhum adulto equilibrado vê um super-herói e um super-vilão. Vê, simplesmente, dois dementes em pijamas que fugiram do asilo da cidade.

Há vários tipos de leitores. Um dos mais curiosos é o apaixonado. Para ser bem didático vou chamá-lo de Leitor Corintiano (para quem me lê de SP) e Leitor Flamenguista (para quem me lê do Rio). Esse tipo de leitor lê um texto como fosse um torcedor assistindo a uma importante partida do seu time. Ele reage contra o autor do texto com a mesma delicadeza com que o torcedor trata o juiz que não marcou o penâlti a favor. É esse leitor que compra todas as brigas do seu colunista predileto. E que se volta contra o colunista que revê ou volta atrás numa opinião como aquele torcedor que hostiliza violentamente o craque do time que vai jogar no time rival.

Ler a reação desses leitores é diversão garantida. Espero que JPCoutinho reproduza na próxima coluna alguns dos e-mails furiosos que recebeu.

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Ecos sobre o otimista cultural

Alguns apontamentos que podem desenvolver a discussão inaugurada com o post logo abaixo:

Bom, se me permite uma opinião, eu acho que o que me torna melhor é o conhecimento, e a busca dele. Sou das que pensam que a ignorância de fato é o mal, lembrando, se não me engano, Aristóteles, assim como acho que é impossível a algumas pessoas certas abstrações - e não concordo que essa impossibilidade as tornam melhores (como seria se não a tivessem?). Quanto às dúvidas, não consigo ver prazer em sua formulação, sinto, outrossim, ansiedade, que tento dirimir com a busca do que disse acima, e, taí, nisso sinto prazer.:-)
Carla Cristina

Olá Bruno!
Mesmo que patifes se considerem reservas de sabedoria frente uma cambada de ignorantes (e eu acredito que exista essa cambada)e se achem no direito de exigir glórias ou, mais comum, financiamento, o melhor é saber separar o joio do trigo - velho clichê - nas intenções; um pouco fora do assunto meu comentário? Eu não queria repetir o comentário da Carla Cristina, que é também o que eu penso: a ignorância de fato é o mal.
Vinicius

Não acredito, ao contrário da Carla Cristina e do Vinicius, que a ignorância seja o mal. Ser culto, na bela definição de Octávio Paz, Nobel de Literatura de 1990 é “pertencer a todos os tempos e lugares sem deixar de pentencer a nosso próprio tempo e lugar”. Ou seja, ser culto de verdade exige muito esforço. E nem sempre nos dá satisfação porque quanto mais culta uma pessoa é, mais ela tem condições de encontrar seu lugar no mundo; vou além: quanto mais culta uma pessoa, mais ela conhece seu lugar na estrutura do cosmo. Saber-se ínfimo quando comparado aos grandes homens e mulheres do passado e do presente pode nos dá uma depressão danada. Se não sabemos tanto, levamos nossa vidinha ordinária. Tudo tem seu preço.
Carlos Eduardo

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Um filme, um livro, um CD

O sistema de comentários deu chabu e eu não faço idéia do que aconteceu. Não consigo publicar os comentários feitos no post aí de baixo. Assim que eu conseguir resolver isso os comentários serão liberados.

Saio para jantar agora. Tratar de assuntos profissionais. Volto mais tarde para escrever.

Só queria, antes de sair, sugerir três coisas (depois comento o por quê das recomendações):

1) a minissérie John Adams, da HBO;

2) o livro Outras opiniões. Ensaios de história, do historiador português Rui Ramos;

3) o CD Beethoven: Symphonies Nos. 5 & 7, com gravação regida pelo maestro venezuelano Gustavo Dudamel.

Divirtam-se! Até mais!

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JPCoutinho, Hayek, Dicta&Contradicta

Na Folha de hoje, João Pereira Coutinho, excelente como sempre, fala sobre a revista Dicta & Contradicta:

Hayek para o século 21

O Estado deve ser capaz de estabelecer as regras do jogo, mas não lhe cabe comandá-lo

AS MELHORES revistas são aquelas que nos obrigam a repensar. Lemos artigos, confrontamos sabedorias nossas. E depois reformulamos o conhecimento num processo invisível e contínuo. Creio que era essa a idéia que Hayek defendia ao falar da emergência e do florescimento da civilização ocidental: um processo epistemológico em que diferentes mentes interagem espontaneamente umas com as outras, sem interferência de um Estado central e centralista.

E se lembrei Hayek foi por causa de uma revista recentemente lançada no Brasil, um pequeno milagre de inteligência e bom gosto gráfico. A revista se chama “Dicta & Contradicta”, tem periodicidade semestral (que pena) e procura ser uma espécie de “The New Criterion” em língua portuguesa.

Caso não saibam, a “The New Criterion” é a bíblia conservadora e liberal da intelligentsia nova-iorquina, e a “Dicta”, na escolha e disposição dos temas (ensaios + perfis + artes + letras), emula, na perfeição, a irmã mais velha da Big Apple.

Talvez por isso o primeiro número, que conta, entre outros, com um ensaio notável de Luiz Felipe Pondé sobre o “Eclesiastes” (ensaio que me obrigará a reler “Herzog”, de Saul Bellow, com outros olhos), inclui também texto de Roger Kimball, um dos fundadores da “The New Criterion”, sobre Hayek, o austríaco nascido em 1899 e que acabaria por conhecer a fama internacional em 1944, com a publicação de “The Road to Serfdom”.

Kimball acerta ao afirmar que “The Road to Serfdom” é, ainda hoje, um dos mais poderosos libelos a favor da liberdade individual e contra o planejamento econômico que seria dogma nas economias européias do pós-guerra.
Mas, lendo Kimball e relendo Hayek, não estou inteiramente seguro de que todos os pontos do austríaco mantenham, ainda hoje, validade e pertinência.

Para começar, não estou inteiramente certo de que a existência de um Estado social, capaz de garantir proteção e ajuda para os mais desfavorecidos, seja o primeiro passo para o “caminho da servidão” que Hayek denuncia no título da sua obra.

A Suécia ou a Dinamarca, para citar apenas dois exemplos em que o Estado participa generosamente nas economias internas, só por piada podem ser considerados Estados “totalitários”, comparáveis à Alemanha nazista ou à União Soviética comunista.
E, para ficarmos dentro da família conservadora, as reformas sociais de Disraeli ou Salisbury na Inglaterra, longe de restringirem as liberdades individuais, foram uma condição para o seu exercício no século 20.

Por outro lado, relendo “The Road to Serfdom”, questiono se, como escreve Hayek, a educação e a inteligência promovem necessariamente o pluralismo político anti-autoritário. A história do século 20, por vezes, aponta para o inverso: intelectuais sofisticados, como Sartre ou Heidegger, aderiram a programas autoritários. Para mentes irrecuperavelmente monistas, a diferença pode ser vista como um vício, não como uma virtude.

Apesar disso, “The Road to Serfdom” ainda é válido para o século 21. Começa por ser válido ao relembrar, de forma expressiva (e corajosa), as semelhanças teóricas e práticas entre o fascismo, o nacional-socialismo e o comunismo, três tiranias gêmeas de vocação revolucionária que, ao procurarem recriar o “homem novo”, acabaram por degradar e destruir o “homem velho”.

Mas Hayek é sobretudo útil ao relembrar que o Estado não deve ser um agente moral: uma entidade dotada de capacidade e poder para impor sobre terceiros uma única visão da vida.

Isso implica, segundo Hayek, um respeito pelo indivíduo e pela capacidade deste de perseguir os seus interesses. O Estado deve ser capaz de estabelecer as regras do jogo, mas não lhe cabe comandar o jogo, muito menos estabelecer o resultado final desse jogo.

Como afirma Kimball, na passagem mais relevante do texto que a “Dicta & Contradicta” oferece agora aos leitores brasileiros, Hayek entendeu, como Tocqueville antes dele, que o efeito mais perverso do “paternalismo de Estado” é de natureza psicológica.

Ao tratar os seres humanos como eternas crianças, o governo permite que os seres humanos vejam a eles próprios como crianças. A interiorização desse sentimento faz com que os indivíduos se sintam crescentemente dependentes, sem autonomia e, no limite, sem caráter nem dignidade próprios. E nenhum adulto amante da liberdade aceita viver num jardim de infância.

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Dicta&Contradicta: segundo lugar em vendas na Livraria Cultura

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Volto de Bruxelas. Recebo um e-mail. Vou lá checar a informação. Inacreditável? Pode parecer, mas não é. É sintoma de que as coisas estão mudando? Espero, sinceramente, que sim. Mas, divago. O fato auspicioso e motivo de comemorações efusivas é que a revista Dicta&Contradicta, neste exato momento em que escrevo (12h56, 24 de junho), está em segundo lugar em vendas na categoria não-ficção. Ainda por cima, meus caros, a revista está vendendo mais do que a biografia do Paulo Coelho.

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Garschagen em Bruxelas para visitar a OTAN

Caros,

hoje, domingo, viajo para Bruxelas. Passo o dia conhecendo a cidade. Amanhã, segunda, vou visitar a sede da OTAN numa excursão do mestrado de Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de Lisboa, onde estudo.

O blogue fica sem atualização até terça, quando já estarei de volta. Não me abandonem, ok? Portem-se bem.

PS: Não, realmente não vou provar as várias e deliciosas cervejas belgas.

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