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Ars Traductoris pode virar mensal

O fato é que não consegui dar conta desta seção. Vou avaliar no fim de semana se vale a pena mantê-la como semanal ou transformá-la em mensal. Perdoem-me a, até agora, burla de expectativa.

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The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture

Por causa de trabalhos profissionais e do mestrado não consegui terminar a tradução, iniciada na semana passada, de um trecho inicial do livro The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture (Teacher’s College Columbia University, 1906), de Paul Abelson.

Tentarei no fim de semana colocar a seção em dia. Aviso se conseguir. Senão, ficamos para a próxima quinta.

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A introdução de The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture

Na quinta-feira passada combinei com vocês que o primeiro livro a ser traduzido na seção Ars Traductoris é o The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture (Teacher’s College Columbia University, 1906), de Paul Abelson. A tradução vai sendo elaborada semanalmente, repito, na velocidade em que Deus e os compromissos permitirem.

Além de dividir com vocês (especialmente com os que não lêem em inglês) esse excelente livro, fico feliz de ter feito parceria com o Aristoi - Educação Clássica, cujo projeto pedagógico também contempla a publicação de traduções de importantes livros no âmbito da educação liberal e do conservadorismo.

Renovo a esperança de que gostem da idéia e adiram ao projeto lendo, sugerindo alterações e, eventualmente, fazendo correções na tradução. Nesta primeira parte tive a importante ajuda do respeitado tradutor Donaldson Garschagen, meu querido amigo e tio-avô, cujas correções e orientação foram fundamentais. Até a próxima semana.

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INTRODUÇÃO

A crítica histórica moderna confere grande importância a duas concepções que considera, corretamente, cânones para o estudo científico da história. Influenciada pela teoria da evolução, essa crítica assume que há uma continuidade em toda a história; que o presente tem raízes profundas no passado; que, embora “a velha ordem se modifique, dando lugar a uma nova”, a mudança é sempre gradual e lenta; e que na história da humanidade os cataclismos só são encontrados no desenvolvimento da forma atual do planeta. Em segundo lugar, sustenta que a única maneira justa de julgar o passado não é do ponto de vista do presente, mas à luz do espírito contemporâneo da época particular com a qual estamos envolvidos. Atualmente, de fato, considera-se mau historiador aquele que não dá o devido peso ao Zeitgeist (1) do passado.

Em nenhum ramo da investigação histórica esses dois cânones têm forjado mudanças tão notáveis como no estudo da Idade Média. A nova atitude perante esse período fascinante da história destruiu completamente, em algumas áreas, o valor de muita coisa que há cinqüenta anos passava por verdade histórica. Nossas idéias sobre a Idade Média mudaram a tal ponto que a atitude do estudioso moderno em relação a quase todas as visões tradicionais do período é de reserva cética. “As coisas”, ele insiste, “não podem ter sido o que fomos levados a crer que eram.”

É desse ponto de vista que o autor empreendeu a investigação de uma fase da cultura dos tempos medievais. Esta monografia tem o propósito de apresentar um estudo intensivo da cultura do período, aplicando ao material apresentado o teste dos dois referidos cânones. O problema, em resumo, era descobrir como o espírito inevitável da mudança e da adaptação interagiu com o espírito da tradição no âmbito da vida cultural medieval, ou seja, na cultura do homem educado médio da época.

Obviamente, essa tarefa só poderia ser realizada de uma forma? mediante um amplo estudo das várias transformações por que passaram os instrumentos culturais do período: nomeadamente, as instituições que educavam o homem culto médio.

Assim, o estudo restringiu-se a uma definição dos limites do currículo das sete artes liberais; à determinação do escopo de cada uma das disciplinas lecionadas; à descoberta de qualquer progresso intrínseco na quantidade e qualidade da instrução oferecida pelas escolas medievais; e, finalmente, a compreensão da relação dessa educação liberal para o volume de conhecimento acumulado pelo mundo medieval durante o período e para todo o sistema de Weltanschauung (2) medieval.

Naturalmente, o material para essa investigação, como é o caso de tudo aquilo que os alemães convenientemente denominam “Kulturstudien” (3), não seria encontrado simplesmente mediante a exploração de algum veio desprezado de uma mina histórica. O problema estava, sobretudo, em procurar, entre os materiais dispersos em todo o campo da história medieval, dados que iluminassem as questões envolvidas.

As conclusões aqui apresentadas baseiam-se principalmente numa análise detalhada de livros representativos usados em todos os períodos nas escolas que ofereciam uma educação de topo no estudo das sete artes liberais. A correta avaliação desse material foi possível graças aos resultados de investigações históricas recentes no campo da literatura em latim durante o período medieval, de pesquisas na história da matemática e, em certa medida, na história da filosofia.

Do mesmo modo, grande número de trabalhos de pesquisa sobre a história da Idade Média, publicados em revistas especializadas, francesas e principalmente alemãs, produziu muitos resultados, tanto positivos quanto negativos. Também foram utilizados estudos de alto nível sobre as condições culturais, de modo geral, em áreas limitadas na Europa Ocidental.

Manifesto aqui meus agradecimentos aos professores D. E. Smith, Paul Monroe e E. L. Thorndike do Teachers’ College, da Universidade Columbia, pela ajuda na elaboração desta monografia. O professor Smith leu os capítulos sobre o Quadrivium e deu-me várias sugestões valiosas. O professor Monroe analisou cuidadosamente todo o volume. O professor Thorndike contribuiu gentilmente para que o trabalho fosse publicado. Ao meu amigo e colega, senhor Robert I. Raiman, sou grato por muitas sugestões valiosas a respeito dos problemas de redação e estilo. Mas, acima de tudo, tenho uma dívida especial para com o professor James Harvey Robinson, da Universidade Columbia, pois foi ele quem fez com que o próprio autor se interessasse por essa fase da cultura medieval. Todo mérito que este trabalho possa ter se deve a sua ajuda incentivadora, a suas críticas úteis e a sua amistosa assistência.

Bryn Mawr Park, Yonkers, N. Y. P. A.

31 de março de 1906.

1- Espírito do tempo.
2- Concepção de mundo. Prefiro esta definição à visão de mundo, normalmente usada.
3- Estudos culturais.

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Ars Traductoris

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Para inaugurar a seção Ars Traductoris escolhi o livro The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture (Teacher’s College Columbia University, 1906), de Paul Abelson. A sugestão do livro me foi dada pelo caro amigo Lucas Mafaldo, diretor do Aristoi - Educação Clássica, esse extraordinário projeto pedagógico que tem no Departamento de Humanidades do Instituto Internacional de Ciências Sociais um grande aliado na difusão e construção de uma educação liberal.

Esta tradução que vai sendo elaborada semanalmente, na velocidade em que Deus e os compromissos permitirem, é uma parceria com o Aristoi, que tem como um dos projetos publicar traduções de livros importantes na esfera da educação liberal e do conservadorismo. Embora não esteja na lista indicada no site o The Seven Liberal Arts - A Study in Mediæval Culture se agrega ao esforço de disseminação da proposta pedagógica.

Espero que gostem da idéia e adiram ao projeto lendo, sugerindo alterações e, eventualmente, fazendo correções na tradução.

PS: Saio agora para a palestra Natural Law, God and Humans Rights, do professor Robert P. George, da Princeton Unversity, que lança o livro homômino em tradução portuguesa. Quando eu retornar quer ver se consigo já postar aqui a tradução da Introdução do livro The Seven Liberal Arts: A Study in Mediæval Culture. Abraços e até.

PS2: Cheguei em casa esbodegado. A tradução da introdução fica para a próxima semana. Boa noite a todos.

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