Ecos sobre o otimista cultural
Alguns apontamentos que podem desenvolver a discussão inaugurada com o post logo abaixo:
Bom, se me permite uma opinião, eu acho que o que me torna melhor é o conhecimento, e a busca dele. Sou das que pensam que a ignorância de fato é o mal, lembrando, se não me engano, Aristóteles, assim como acho que é impossível a algumas pessoas certas abstrações - e não concordo que essa impossibilidade as tornam melhores (como seria se não a tivessem?). Quanto às dúvidas, não consigo ver prazer em sua formulação, sinto, outrossim, ansiedade, que tento dirimir com a busca do que disse acima, e, taí, nisso sinto prazer.:-)
Carla CristinaOlá Bruno!
Mesmo que patifes se considerem reservas de sabedoria frente uma cambada de ignorantes (e eu acredito que exista essa cambada)e se achem no direito de exigir glórias ou, mais comum, financiamento, o melhor é saber separar o joio do trigo - velho clichê - nas intenções; um pouco fora do assunto meu comentário? Eu não queria repetir o comentário da Carla Cristina, que é também o que eu penso: a ignorância de fato é o mal.
ViniciusNão acredito, ao contrário da Carla Cristina e do Vinicius, que a ignorância seja o mal. Ser culto, na bela definição de Octávio Paz, Nobel de Literatura de 1990 é “pertencer a todos os tempos e lugares sem deixar de pentencer a nosso próprio tempo e lugar”. Ou seja, ser culto de verdade exige muito esforço. E nem sempre nos dá satisfação porque quanto mais culta uma pessoa é, mais ela tem condições de encontrar seu lugar no mundo; vou além: quanto mais culta uma pessoa, mais ela conhece seu lugar na estrutura do cosmo. Saber-se ínfimo quando comparado aos grandes homens e mulheres do passado e do presente pode nos dá uma depressão danada. Se não sabemos tanto, levamos nossa vidinha ordinária. Tudo tem seu preço.
Carlos Eduardo
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