Tradutora e crítica italiana lança livro sobre obra do poeta José Régio

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A tradutora e crítica italiana Maria Bochicchio, que além de inteligente escreve divinamente, lança na terça, 27, seu livro O paradigma do pudor - edição crítico-genética de “A Chaga do Lado”, de José Régio. Estarei lá, firme e forte, como diria meu buldogue, o Barão de Münchausen. Os leitores portugueses ou os brasileiros que estiverem por aqui recomendo vivamente dar um pulo lá.

Do prefácio desse livro que ainda não li, reproduzo duas opiniões abalizadas:

“Um óptimo exemplo de edição crítico-genética (…), um modelo de reconstrução filológica do itinerário que presidiu à elaboração da colectânea [A Chaga do Lado]. (…) ao contrário do que tem sido corrente afirmar, uma obra importante do cânone regiano e não um livro que anuncia o começo da decadência do poeta. Nesse aspecto, subscrevo, com gosto, a importância que a investigadora italiana lhe atribui e que tão galhardamente se esforça por fundamentar. (…) E fê-lo com inteligência, calor e sensibilidade – aquela sensibilidade que Régio dizia dar asas à própria inteligência”.

Giuseppe Tavani (catedrático de Filologia Românica e professor emérito da Universidade de Roma La Sapienza)

“Estamos na presença de uma poesia que expressa, com a escolha corajosa da forma satírica – e isto numa época de forte censura –, a inquietude e a indignação de uma consciência”.

Eugénio Lisboa (ensaísta e crítico literário)

Quem nunca ouviu falar do poeta portguês José Régio sugiro que leia também aqui. Alguns poemas podem ser lidos no Jornal de Poesia. Infelizmente, não achei na internet qualquer trecho de A chaga do lado.

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