Homero e a grande patranha de Hera (”ah! como era grande!”)

Caros, minha conexão hoje está lamentável. Ou será meu computador que agoniza de forma vil e abjeta? O fato é que perdi um texto porque caí na bobagem de escrevê-lo direto aqui - como sempre faço, aliás. Foi a última vez.

Acabei voltando para pedir ajuda àqueles que tiverem alguma das edições traduzidas em português da Ilíada, de Homero. Preciso com urgência desses dois pequenos trechos que estão no Canto XIV:

Comparando a sua grande mentira, a venerável Hera foi dizendo:

— Dá-me agora a ternura e a força dos desejos com que sabes domar e amansar todos os seres, mortais e imortais.

(Página 43)

Confeitando a sua grande patranha, a venerável Hera lhe respondeu:

— Eu vou ali às extremidades da alma terra ver o Oceano, origem dos deuses, e Tétis, mãe dos Deuses; (…)

(Página 51-52)

Esta tradução aí de cima é de uma edição portuguesa feita pelo Padre M. Alves Correia (Ilíada, de Homero, v. II, 3ª edição, Livraria Sá de Costa - Editora), mas preciso de outras. Quem tiver e puder me encaminhar pelos comentários deste post agradeço imensamente (só peço que envie junto os dados da edição). Obrigado e boa noite.

6 Comments so far

  1. ronalt Maio 20th, 2008 5:05 am

    Caro Bruno, em qual canto se encontra este trecho? Tenho aqui uma edição muito antiga com um longo ensaio (que estou lendo agora) e o canto I começa na página 47.

    Abraços

  2. Bruno Garschagen Maio 20th, 2008 10:02 am

    Caro, está no Canto XIV. Putz, esqueci de colocar no post, mas já acertei lá. Obrigado e abraços.

  3. raquel Maio 20th, 2008 2:56 pm

    A Ilíada, tradução de Fernando C. de Araújo Gomes - Biblioteca Folha, Ediouro, 1998

    A majestosa Hera, ardilosamente, disse-lhe:
    – Dá-me a beleza e o encanto com os quais conquistas todos os imortais e também os homens mortais.
    p. 233

    Ardilosamente, a majestosa Hera respondeu-lhe:
    – Vou visitar, nos confins da ubérrima terra, Oceano, pai dos deuses, e a mãe Tétis, que me acolheram e me criaram em sua casa.
    p.p. 235 e 236

    beijocas

  4. ronalt Maio 20th, 2008 3:43 pm

    Com solapada intenção Hera augusta lhe disse, em resposta:
    - Dá-me o desejo e o feitiço do amor com que sempre domaste todos os deuses eternos e os homens de curta existência.
    (Pág. 315)

    Com solapada intenção Hera augusta lhe disse, em resposta:
    - Tenho o propósito de ir visitar, nos confins da alma Terra, o pai de todos os deuses eternos, o Oceano, e a mãe Tétis, que em seu palácio bem feito com muito carinho me criaram.
    Pág. 318)
    Ilíada (em verso), coleção Universidade, Edições de Ouro. Trad. Carlos Alberto Nunes, Editora Tecnoprint S.A.
    Não tem o nº da edição nem o ano. Como comprei no sebo tem uma data de 1976 de caneta.

    Caro espero ter te ajudado,
    Abraços.

  5. raquel Maio 21st, 2008 12:01 am

    que lindo em versos!
    “Dá-me o desejo e o feitiço do amor com que sempre domaste todos os deuses eternos e os homens de curta existência.”

  6. Gilles Gomes de Araújo Ferreira Maio 21st, 2008 12:46 pm

    Ser eu contrária à Tróia e a pró dos Gregos?>>
    Respondeu-lhe a enteada: <> - E a matreira Juno:

    <<Concede-me os desejos com que domas
    Humanos e imortais: aos fins do globo
    Visitar o Oceano pai dos deuses
    E a Tétis madre vou, que eu seus palácios,
    Tomada a Réia, me criaram, quando,
    (…)

    p.259
    ——

    Como a primeira vez que, subtraídos
    A seus pais, ternamente se ajuntaram;
    Veio encontrá-la e disse: <>
    A ardilosa respondeu: <<Aos fins do globo

    Visitar o Oceano pai dos deuses
    E a Tétis madre vou, que em seus palácios,
    De Réia a pedimento me criaram:
    Congraçá-los pretendo; há largo tempo
    Do amor se abstêm, de cólera assaltados
    (…)

    p. 262
    —–
    Tradução de Manoel Odorico Mendes
    Edição de 1958, Atena Editora.

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