Americas Reporter: A obsessão antiamericana
Por Bruno Garschagen, @mericas em Lisboa
Seja John McCain, seja Hillary Clinton, seja Barack Obama, o próximo presidente eleito dos Estados Unidos deve conseguir inicialmente minimizar o antiamericanismo ao redor do mundo. Mesmo que o eleito seja McCain, colega de George W. Bush no partido Republicano, a tendência é que a simples saída do atual presidente já tenha impacto sobre os sentimentos antiamericanos, incluindo naqueles cultivados nos próprios Estados Unidos.
Excesso de otimismo? Talvez, mas é preciso levar a sério a opinião do sociólogo americano de origem húngara Paul Hollander, especialista no assunto e professor das Universidades de Massachusetts e Harvard: “Provavelmente, teremos uma diminuição do antiamericanismo com a mudança de presidente. Qual deles seria mais eficaz, eu não saberia dizer. E, é claro, quando os Estados Unidos saírem do Iraque, isso também fará toda a diferença”.
Autor dos excelentes Understanding Anti-americanism: its origins and impact at home and abroad; Anti-americanism: Critiques at home and abroad, 1965-1990 e Anti-americanism: irrational and rational, Hollander esteve em Lisboa no início de abril para uma série de palestras sobre o tema.
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