Archive for Abril, 2008
Brasileiros: vícios ou virtudes?
Em Portugal não há “o” brasileiro. Há vários tipos de brasileiros. Como, aliás, no Brasil. O Brasil é um só país para efeitos de soberania. Na práctica, cada região, ou, dependendo da região, cada estado, é um país. Bahia e Espírito Santo, por exemplo, dois estados que fazem fronteira, têm cultura e maneiras de falar completamente diferentes. Mas, divago. Conheci, em Lisboa, vários brasileiros, cada qual com seus vícios e virtudes. E o vício, tal como a virtude, cresce em passos pequenos, já disse o dramaturgo francês Jean Racine, no que assino embaixo. Ainda há, nesses intrépidos compatriotas, em quase igual medida, uma demasiada esperança e um sem fim capital de queixas.
Quais seus vícios e virtudes? Antes de fazer esse esboço, divido os brasileiros em Portugal em quatro categorias: 1) trabalhador braçal que veio em busca de um padrão de vida melhor; 2) o estudante universitário ou de pós-graduação; 3) o estudante que veio, não concluiu o curso e aqui ficou trabalhando em subempregos; 4) o casal de brasileiros que veio estudar, conseguiu trabalho e preferiu viver numa capital segura a voltar para as grandes e violentas capitais brasileiras. Neste artigo falarei um pouco sobre o Tipo 1.
O trabalhador braçal imigrante é, regra geral, um ignorante consciente ou não, com baixo grau de escolaridade e uma indiferença brutal em relação a tudo o que não seja amealhar euros, pagar as contas, mandar dinheiro para familiares no Brasil e beber no fim de semana embalados por músicas brasileiras execráveis (sertaneja pop, pagode, samba et caterva).
Esse tipo é reconhecido a quilômetros de distância. Veste-se mal, deselegante nos gestos e não muito dado ao silêncio. Se descobre outro brasileiro, socorro!, quer logo abraçar, ficar íntimo. É capaz de virar amigo de infância em poucos minutos.
Outro de seu vício é decorrência de sua vontade em transformar sua morada em sucursal do Brasil. Por qual razão? Porque esse brasileiro médio nunca sairia do país se lá pudesse viver bem com os rendimentos de seu trabalho. O brasileiro é, antes de tudo, um provinciano. Por isso que, em outro país, procura a comida brasileira, a música brasileira e conserva as idiossincrasias e falta de educação brasileiras.
Para fazer do país de terceiros o seu próprio país tenta trazer todos os seus que, no Brasil, estão numa situação financeira nada boa. Primeiro vem o cônjuge; depois, os irmãos; depois, os tios; depois, os vizinhos; depois, as amantes; depois, os pais — e há quem traga animais de estimação (Já vi rafeiros aqui com passaporte brasileiro). Há sítios em Lisboa em que português é coisa rara, como em Arroios, onde brasileiros e africanos proliferam-se sem rédeas.
Virtudes? Esse tipo de brasileiro é de boa índole. Trabalha como mouro, a qualquer dia, hora e local, sem reclamar. Se houver trabalho e remuneração, estará lá, regiamente, segundo o combinado. Outra de suas virtudes é a disposição em ajudar. Se precisar dele, pode contar. Com sorriso largo no rosto, divide a própria refeição com quem precisa.
Além do mais, esse brasileiro, como nenhum outro, carrega na alma um patriotismo que o faz pensar e falar sobre o Brasil sempre com grande saudade e certo orgulho. O orgulho seria completo se não tivesse sido obrigado a sair de lá. Mas é importante notar que, a exemplo do que disse o crítico e poeta suíço Henri-Frédéric Amiel, “há dois graus no orgulho: um, em que nos aprovamos a nós próprios, o outro, em que não podemos aceitar-nos. Este provavelmente o mais requintado”. Acho que a alma desse tipo de brasileiro transborda, em maior ou menor grau, uma auto-aprovação combinada com uma impossibilidade inconsciente de auto-aceitação.
Em conversas que tive com brasileiros do Tipo 1 eles desfiaram um capital de queixas. O primeiro é o preconceito. Dizem ser maltratados pelos portugueses. Contaram-me casos nos quais patrícios recusaram-se a ser atendidos por funcionários brasileiros. E de proprietários que, ou se recusaram a alugar apartamentos, ou que, para alugá-los a brasileiros, tiveram que convencer os outros moradores.
Morei quase três meses na casa de uma amiga brasileira que passou por isso. E nos primeiros meses recebia toda semana as visitas do casal proprietário. Eles queriam constatar que, afinal, minha amiga e a irmã não eram as selvagens que imaginavam. Ao final de cada visita saíam com aquela cara aliviada como que a dizer: “tão educados! Nem parecem brasileiros…”. Nossa fama aqui não é nada boa.
PS: Texto publicado na edição de fevereiro da revista portuguesa Atlântico.
4 commentsO que há na Guiné?

Para não falhar um dia sequer, vai outro texto meu para o Americas Reporter:
No commentsPor Bruno Garschagen, de Lisboa
Parecia uma nova turbulência política na Guiné-Bissau , depois de um breve período de paz, mas a conciliação foi restabelecida logo depois. Nos bastidores, porém, a briga se revelou mais intensa.
O vencedor da disputa de poder foi o primeiro-ministro Martinho N’Dafa Cabi, que no último 29 de fevereiro esteve ameaçado de perder o cargo depois que o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Carlos Gomes Júnior, decidiu retirar a confiança política no governo alegando “atitudes de falta de respeito e indisciplina”. A história mudaria em breve.
O Comitê Central do PAIGC, o principal partido do país, fez uma reunião extraordinária no dia 9 de março para resolver a situação e evitar problemas maiores. Pressionado, o presidente do partido foi obrigado a recuar.
Carlos Gomes aceitou manter o apoio do PAIGC ao primeiro-ministro, que também é um dos vice-presidentes da legenda e antes de assumir o cargo era seu braço-direito. A relação entre os dois foi para o vinagre quando o governo de Carlos Gomes, então primeiro-ministro, foi dissolvido em outubro de 2005 pelo presidente Nino Vieira, eleito três meses antes, com apoio do atual primeiro-ministro.
A situação piorou em janeiro do ano passado quando o presidente do PAIGC teve que se refugiar no escritório da ONU no país após acusar Vieira de ser o responsável pela morte do comodoro Lamine Sanhá, antigo Chefe do Estado Maior da Armada guineense. Carlos Gomes ficou 19 dias no local para não ser detido. Ele disse na época que o assassinato teria sido motivado por um ajuste de contas entre Vieira e a Junta Militar, que o havia deposto em maio de 1999 durante a guerra civil provocada pelo confronto entre forças leais a ele e ao chefe dos militares Ansumane Mane, afastado do cargo por Vieira em junho de 1998.
Do site Americas Reporter

1 commentPor Bruno Garschagen, @mericas em Lisboa
Foi preciso dois meses de violência brutal no final de 2007, que provocou a morte de cerca de 1,5 mil pessoas e a fuga de 600 mil, para forçar um acordo político que encerrasse o conflito no Quênia. Logo depois de o parlamento aprovar (19/3) uma emenda constitucional criando o cargo de primeiro-ministro, o presidente Mwai Kibaki assinou um projeto de lei designando como futuro ocupante do cargo o líder da oposição Raila Odinga. O Acordo de Reconciliação Nacional foi costurado pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan e divulgado no dia 28 de fevereiro em Nairóbi. No início desta semana chegaram a um impasse sobre a partilha de áreas-chave do poder.
A questão é: é possível acreditar um acordo entre dois inimigos étnicos travestidos de adversários políticos? “O acordo só será bem sucedido se os dois cavalheiros saírem do caminho e permitirem que o Quênia tenha uma nova Constituição que limite o poder discricionário na esfera governamental e garanta, simultaneamente, as liberdades dos indivíduos para que eles, criativamente, gerem riqueza para si e para o país”, sugere o economista queniano James Shikwati, diretor do Inter Region Economic Network, instituição que elabora e promove soluções econômicas para combater a pobreza na África.
O fato é que paira uma grande dúvida se Kibaki e Odinga podem trabalhar em conjunto depois dos conflitos entre janeiro a fevereiro, disse a jornalista britânica Michaela Wrong, que trabalhou na África como correspondente da Reuters, BBC e Financial Times: “O perigo é o governo ser conduzido em duas direções distintas e a elaboração de políticas paralisar o Quênia. Também não é saudável um parlamento ter, efetivamente, pouca ou nenhuma oposição”.
O enterro dos mortos

Destruction of Sennacherib, de Peter Paul Ruben
Num dia como hoje, quando coisas estranhíssimas aconteceram desafiando o imponderável, na falta de ânimo e talento para escrever algo que disfarçasse minha angústia, só consegui me lembrar desse poema tão conhecido quanto excelente.
Deixo vocês, meus caros, com T. S. Eliot:
I. The Burial of the Dead
April is the cruelest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Winter kept us warm, covering
Earth in forgetful snow, feeding
A little life with dried tubers.
Summer surprised us, coming over the Starnbergersee
With a shower of rain; we stopped in the colonnade,
And went on in sunlight, into the Hofgarten,
And drank coffee, and talked for an hour.
Bin gar keine Russin, stamm’ aus Litauen, echt deutsch.
And when we were children, staying at the arch-duke’s,
My cousin’s, he took me out on a sled,
And I was frightened. He said, Marie,
Marie, hold on tight. And down we went.
In the mountains, there you feel free.
I read, much of the night, and go south in the winter.What are the roots that clutch, what branches grow
Out of this stony rubbish?Son of man,
You cannot say, or guess, for you know only
A heap of broken images, where the sun beats,
And the dead tree gives no shelter, the cricket no relief,
And the dry stone no sound of water. Only
There is shadow under this red rock,
(Come in under the shadow of this red rock),
And I will show you something different from either
Your shadow at morning striding behind you
Or your shadow at evening rising to meet you;
I will show you fear in a handful of dust.
Frisch weht der Wind
Der Heimat zu
Mein Irisch Kind
Wo weilest du?
‘You gave me hyacinths first a year ago;
‘They called me the hyacinth girl.’
-Yet when we came back, late, from the hyacinth garden,
Your arms full, and your hair wet, I could not
Speak, and my eyes failed, I was neither
Living nor dead, and I knew nothing,
Looking into the heart of light, the silence.
Oed’ und leer das Meer.Madame Sosostris, famous clairvoyante,
Had a bad cold, nevertheless
Is known to be the wisest woman in Europe,
With a wicked pack of cards. Here, said she,
Is your card, the drowned Phoenician Sailor,
(Those are pearls that were his eyes. Look!)
Here is Belladonna, The Lady of the Rocks, The lady of situations.
Here is the man with three staves, and here the Wheel,
And here is the one-eyed merchant, and this card,
Which is blank, is something he carries on his back,
Which I am forbidden to see. I do not find
The Hanged Man. Fear death by water.
I see crowds of people, walking round in a ring.
Thank you. If you see dear Mrs. Equitone,
Tell her I bring the horoscope myself:
One must be so careful these days.Unreal City,
Under the brown fog of a winter dawn,
A crowd flowed over London Bridge, so many,
I had not thought death had undone so many.
Sighs, short and infrequent, were exhaled, 64
And each man fixed his eyes before his feet.
Flowed up the hill and down King William Street,
To where Saint Mary Woolnoth kept the hours
With a dead sound on the final stroke of nine.
There I saw one I knew, and stopped him, crying: ‘Stetson!
‘You who were with me in the ships at Mylae!
‘That corpse you planted last year in your garden,
‘Has it begun to sprout? Will it bloom this year?
‘Or has the sudden frost disturbed its bed?
‘O keep the Dog far hence, that’s friend to men,
‘Or with his nails he’ll dig it up again!
‘You! Hypocrite lecteur! - mon semblable, - mon frère!’
Duas traduções para o português: aqui e aqui.
2 commentsNunca como de estômago vazio!

Sobre o post de sábado a respeito de minha bebida preferida, uísque, citei uma frase que sempre repito sem citar a autoria (”Nunca como de barriga vazia”). Eu sempre achei que essa frase fosse de um dos freqüentadores do finado restaurante Antonio’s, no Rio de Janeiro. Mas não era. O amigo Guilherme Quandt esclarece o caso. A autora da frase é a atriz americana, e frasista primorosa, Tallulah Bankhead, que se tornou conhecida pela atuação em The lifeboat (1944), de Alfred Hitchcock, baseado num livro do John Steinbeck. A frase correta é:
“Nunca como de estômago vazio” é muito mais elegante do que “de barriga vazia”, não é mesmo? Ah, Tallulah…
PS: Putz, o amigo André de Leones corrigiu minha bobagem. Troquei as bolas na frase final e troquei o “como” por “bebo”. Obrigado André! Está corrigida.
5 commentsLeituras de domingo
Sim, peão de obra trabalha aos domingos. Antes de iniciar a labuta e nos breves intervalos para o café (que não bebo) e o cigarro (que não fumo), fiz uma ronda de leituras pela internet. Divido com vocês. Enjoy it:

A edição deste mês da Prospect está ótima:
From ‘68 agitator to staunch supporter of George W Bush’s Iraq war—what explains Hitchens’s political journey? I spent three days with him in Washington trying to find out
Alexander Linklater
For most of his 40-year career, Christopher Hitchens’s notoriety has been confined to highbrow journalistic, literary and political circles. In the last 15 years, he has been familiar to readers of Vanity Fair and the Atlantic, and to viewers of the American current affairs shows that invite him on to say outrageous things in stylish phrases. His aptitude for the iconoclastic flourish—describing Princess Diana and Mother Teresa at their deaths, for example, as, respectively, “a simpering Bambi narcissist and a thieving fanatical Albanian dwarf”—sustained his currency as an intellectual shock troop of the left. Then, with his support for the invasions of Afghanistan and Iraq, and for George W Bush’s re-election in 2004, the left itself became a target of his polemics. But whichever side he took, he continued to file what were essentially minority reports to a specialist audience. Only God was able to promote him beyond such factional interests by providing the subject of a bestseller. While Hitchens has authored 16 books, including works on Henry Kissinger, Bill Clinton, the Elgin marbles, George Orwell, Thomas Paine and Thomas Jefferson, his assault on religion in God is not Great was the first occasion for which a publisher had arranged a serious US book tour.
1968: liberty or its illusion?
Anthony Giddens, Joe Boyd, Roger Scruton, Jean Seaton, Dominic Sandbrook & others
A special symposium on the legacy of 1968, expanded for our online edition. Many 68ers now feel ambivalent about their heritage. Was too much of value discarded? Were the hippies just carriers of a new strain of capitalism? Prospect writers give their views.
Robert Kagan vs robert cooper
Is the world reverting to a struggle between great powers? Or is the democratising spirit of 1989 still alive?
A brilliant intelligence lies behind Cranach’s rhetoric of simplicity
Timothy Hyman
Cranach, at the Royal Academy of Arts, opens with a bang – or, more precisely, a thunderbolt: the miraculous shattering of St Catherine’s wheel in a seldom seen early masterpiece from the Raday Library of the Hungarian Reformed Church in Budapest. The jagged fire-from-heaven recalls Dürer’s Apocalypse woodcuts, but re-created with a viscous painterliness. Close-to, the figures in the overturned crowd are, puzzlingly, speckled with little grey patches, which at first sight seem to be surface damage, until they resolve themselves as grubby flakes – fallout from the explosion – scattered by the artist’s brush. In the foreground time zone, flake-free, the décolleté princess is about to be beheaded by an ogre-executioner, decked out in gorgeous skintight motley. Beyond, a cloud-capped city on a rock rises from the surrounding forest, the landscape that will reappear again and again throughout Lucas Cranach’s art.

Charlemagne
Europe’s Marxist dilemma
It is easier to influence a country before than after it joins the club
GROUCHO MARX once said that he did not care to belong to a club that accepted people like him as members. The European Union has a slightly different problem. Lots of countries want to get in, even though many of them, and indeed some that have already made it, are not fit to join. They seem to hope that EU membership will work miracles of its own, curing such ills as entrenched corruption, organised crime, judicial ineffectiveness and economic backwardness—all without their having to make painful reforms at home.
Consider Bulgaria, which joined the EU (with Romania) on January 1st 2007. The interior minister, Rumen Petkov, has just been forced to resign, after the 120th in a string of unsolved contract killings; he has admitted being in contact with suspected crime bosses. Last year the Romanian government dumped its bravely reforming justice minister, Monica Macovei, on the dubious argument that she was not a team player. Both countries do badly in the annual corruption rankings put out by Transparency International, a Berlin-based lobby group.

Javier Marías: “Sólo se puede contar cabalmente lo que nunca ha sucedido”
El novelista español realiza su discurso de ingreso en la Real Academia, donde ocupará el sillón ‘R’
Al escritor Javier Marías le gustan las paradojas y la que hoy desarrolló en su discurso de ingreso en la Real Academia Española perdurará en la memoria de los asistentes: pretender “narrar hechos reales es imposible” porque “sólo se puede contar cabalmente lo que nunca ha sucedido, lo inventado e imaginado”.
Marías lleva décadas entusiasmando a lectores de medio mundo con sus novelas, y era lógico que en su ingreso hiciera una encendida defensa de su oficio, dado que, a diferencia de “los historiadores, cronistas o biógrafos”, el novelista trabaja con plena libertad y la ficción no admite “correcciones ni añadidos ni supresiones ni desmentidos ni enmiendas”.
Por hoje chega, né? Bom domingo, meus caros!
1 commentHoje é dia uísque!
Hoje é sábado, dia de uísque, claro (isso não quer dizer que os outros dias não sejam, que isso fique bem claro!).
Pela manhã tive duas aulas excelentes pelo mestrado: uma sobre John Locke, outra sobre Montesquieu. No fim da tarde uma palestra sobre Liberalismo. A cabeça está pegando fogo, idéias saltitando sem rédeas. Quando isso acontece gosto de ficar quieto organizando o turbilhão. Por isso, não vou estender o assunto, embora haja coisas interessantes para compartilhar.
Enfim, voltando à vaca fria, a dica etílica da semana é o Grant’s 12 anos, um blended com um perfume imbatível e um sabor encorpado que me enche a boca de água só de pensar. Aliás, vou ali dar atenção ao Grant’s. Não sei se vocês sabem, mas o scotch exige dedicação exclusiva. É por isso que nunca belisco nenhum acepipe enquanto sorvo aquela bebida sagrada. Quando me perguntam, repito sempre: “nunca como de barriga vazia”, me apropriando, sem citar a fonte, claro, de uma frase de um freqüentador do saudoso restaurante Antonio’s, no Rio de Janeiro (o nome do cabra eu não lembro, mas pode ser consultado no excelente livro Antonio’s - caleidoscópio de um bar.
Bom, agora preciso mesmo iniciar os trabalhos com o Grant’s 12 anos. Façam o mesmo e não se esqueçam de brindar por mim. Até amanhã.
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