Geraaaaaaaaaaaaaaaaldo!

A Cabana do Pai Tomás num momento de pura maldade cênica
Vocês devem estar acompanhando o cacete (ops!) que o Reinaldo Azevedo vem aplicando no Gerald Thomas, vulgo Cabana do Pai Tomás. Fui crítico de teatro do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil durante quase um ano no Rio. Não foi uma boa experiência, como você pode ler aqui. O fato é que nunca vi um crítico ou diretor sério da área que tivesse uma boa impressão profissional do moço. A Cabana do Pai Tomás costuma morder os lábios e bater o pezinho nervosamente quando sofre críticas no Brasil. Saca logo do bolso seu currículo e gralha para quem quiser ouvir que “se fosse em qualquer país civilizado receberia críticas elogiosas”. É a grita do amante rejeitado, como diria Paulo Francis.
Reinaldo diz em seus textos publicados hoje que Barbara Heliodora, a crítica teatral que se converteu numa instituição canônica, nunca caiu na fanfarronice da Cabana do Pai Tomás. Num perfil sobre ela contei a história de quando o moço desejou publicamente sua morte:
O sempre combatido, e combatente, Gerald Thomas, ouriçado pelos textos da crítica, cometeu a deselegância irresponsável de desejar publicamente, em 1993, que dona Barbara morresse na próxima pneumonia que tivesse. “Espero ansiosamente pela sua próxima pneumonia e faço votos de que ela seja a derradeira”. Ela teve mais quatro depois da praga Geraldiana, que, como se vê, não funciona, a exemplo de alguns de seus trabalhos. Ela nem se abalou. Acha que não houve intenção mais séria.
Numa entrevista para a Veja Rio em 1996, indagada se era gênio ou impostor, disse que Gerald Thomas não era nem uma coisa nem outra. “É um bom diretor que infelizmente quer ser autor. E como autor ele faz muita asneira. Há muita gente que diante das peças dele diz com medo de ser chamada de burra: ‘Ah, não entendi’. Que história é essa? Desde quando um espetáculo teatral é para você ir e não entender?”. O incidente parece ter sido superado. Gerald, inclusive, entrevistou a crítica em 2001 para seu site no UOL.
Em março de 1993, durante a festa de entrega do Prêmio Shell de Teatro, no Rio, centenas de artistas explodiram em vaias quando o nome da crítica foi citado por um dos apresentadores. Barbara não estava. Recuperava-se, ainda no hospital, da 14ª pneumonia. A filha Patrícia, na platéia, ficou indignada. Dona Barbara não dá tanta importância ao fato, mas acha que a reação mais lógica seria debater suas críticas com argumentos. “Foram incidentes um tanto tolos”, resume. E nem se trata de uma demonstração cínica de diplomacia; ela nunca teve medo de suas opiniões, por mais contundentes.
Conceder a entrevista à Cabana do Pai Tomás foi apenas a manifestação do caráter de dona Barbara. Ela realmente não liga para o que pensam de suas críticas ou o que dizem a seu respeito. Pode ser o moço do derriére verde ou o encanador do Cosme Velho. Quando dona Barbara aceitou conceder a entrevista quem ficou mal publicamente? Dona Barbara continou pensando e escrevendo o mesmo sobre a Cabana do Pai Tomás, que cada dia dá mais provas de sua, digamos, sanidade mental e moral.
6 Comments so far
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A Cabana do Pai Tomás de cueca verde e o Zé Celso, dionisíaco, pelado. Credo, teria eu matado sete gatinhos na infância? Não me lembro, não me lembro.
Garschagen, delicioso o perfil da Heliodora. Coisa rara ver alguém reportando com tanta competência o bom trabalho alheio. Abraço.
Você noticia a ocupação do Insurgente, e depois descobrimos que tudo era brincadeira deles. Você noticia a briga do Reinaldo com o Gerald Thomas, e eles logo fazem as pazes e dizem que concordam mais do que discordam. Você está precisando se benzer! Tudo está saindo de modo contrário ao que você bloga! Por favor, diga que o Lula vai viver eternamente!
ps: é só uma brincadeira, não leve a mal. As pazes entre os dois me surpreenderam também. Abraços.
O que ficou agora um tanto ridículo foi a situação do Reinaldo Azevedo. Ele esculachou o Geraldo, e este, vendo a situação em que se meteu, resolve ligar direto para o Reinaldo e se desculpar. O Reinaldo, educado que é, o desculpou, claro. Mas a situação ficou um tanto ridícula. Ficou evidente que o Geraldo ligou para logo mais publicar no seu blog a conversa e assim ficar com a reputação lavada. Veja que no site dele em nenhum momento ele se desculpa da sua ironia a respeito do tumor do Azevedo nem da sua estúpida análise a respeito do Coma Andante. O Reinaldo por sua vez, fala em tolerâcia com a direfença pois ambos são contra o coletivismo.
Enfim, much ado about nothing. De qq modo, fiquei um tanto decepcionado com a postura do Azevedo, o cara liga pra ele e conversas horas e logo depois ele vai lá todo contente comentar no seu site. O Reinaldo fica de bico queito, quando seus leitores aparecem cobrando uma posição, lá vem ele com o discurso da tolerância, etc e tal.
Cordialmente,
HUmberto
RA já amaciou, agora é so love,depois de um telefonema…como diria ZéDireceu, um telefonema daqueles…
Pagou o maior mico do ano.
Os leitores estão debandando, se achando traídos depois de defender tanto o boss.
É , a cabana tem algo além, não? bota de 4 de Barbara até RA.
Pelamordedeus, gente. Eu só me incomodaria se Reinaldo Azevedo e o cabana do Pai Tomás fizessem séquiço por telefone madrugada adentro. Não pelo ato em si, mas
porque séquiço por telefone é chato, né não? Qual o problema dos dois conversarem civilizadamente, agora? O mais importante é que a obra (hahahaha) do tchiatro do Tomás continuará a mesma, isto é, uma grande porcaria. Santa Barbara Heliodora, Batman.