Fidel renuncia? Que bom! Mas Cuba continua onde sempre esteve

Raúl Castro após receber do irmão a notícia de que assumiria o trono de Cuba.
É uma pena ter que macular o post aí abaixo para falar de um ditador fedorento, mas é preciso comemorar, mesmo que de forma moderada, a renúncia de Fidel em Cuba.
A coisa muda? Duvido. “Minas (Gerais) está onde sempre esteve” é o antigo lema da astúcia política. Cuba continua onde sempre esteve enquanto Fidel for vivo. Não é à toa o governo dos Estados Unidos declarar que o embargo ao país está longe do fim (embora eu ache o embargo mais prejudicial do que benéfico para o fim do regime castrista).
Será bastante curioso se o fim do regime se der pelas mãos de Raúl, o irmão-absolutista, que, no mais, parece uma tartaruga de bigode.
Resta esperar a morte do homem da barba e do charuto e desejar muita sorte, saúde e longevidade aos cubanos.
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O que me dói, Bruno, é que o ditador fedorento é tão desgraçado, mas tão desgraçado, que antes de morrer ainda teve a chance de dizer: “Não quero mais brincar de ser dono da ilhota”.
Tenho uma novidade:
O Giuseppe Tomasi di Lampedusa terá uma estátua como patrono das artes e ciência, no El Malecon de Havana
Bem ou mal a revolução cubana no campo social conseguiu êxito impressionante jamais alcançado por nenhum país capitalista latino-americano. Exemplos: o analfabetismo foi eliminado, as terras foram distribuídas aos camponeses, acabou com o latifúndio e as favelas, não há crianças abandonadas ou fumando crack como a gente ver geralmente nas ruas de São Paulo, sistema de saúde pública é acessível para toda população carente e a educação também.