Dias ausentes, dias de guerra, dias de luta
Dias ausentes. Dias de trabalho, estudo, certa angústia e exasperação. O que é pior? Os dias em Portugal passam mais rápidos. O dia aqui não tem 24 horas, pode acreditar. E quanto menos tempo tenho mais tenho o que fazer; mais sou solicitado.
Os ricos inteligentes dizem que quem muito trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro. A frase faz muito sentido.
Fim de semana tentarei colocar a casa em ordem e passar a escrever diariamente, não só aqui, mas em lugares tão importantes quanto este, mas só digo futuramente.
Para quem ainda visita este cadáver insepulto, outrora vivo e pulsante, só peço que não me abandonem. Volto, em breve, com novidades. Abraços afetuosos.
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Não se preocupe, Bruno, estaremos sempre por aqui, no aguardo de notícias d’além mar.
Senhor Garschagen
Somente quem tem 30 e poucos anos e parte para as boas terras de Portugal não havia calculado que o tempo é só a metade. Tudo nos ocupa, tudo é diferente inclusive a inspiração. Já havia pressintido que isto aconteceria, claro, baseado nos meus experientes 67 anos de idade.
Por isso não se preocupe tanto, queremos que estude e aprimore este talento que tanta alegria tem nos dado.Isso não quer dizer que uma postada
volta e meia a gente merece. Bons estudos e o nosso perdão.
Abraços Fernando
Estaremos esperando com ansiedade moderada(roendo as unhas).
Aliás, olhe este post do escritor Antônio Fernando Borges:
“Meu querido amigo Bruno Garschagen, mistura fina de gentleman e jornalista, anda fazendo muita falta por aqui.
Auto-exilado em Lisboa, onde cursa o mestrado de ciência política na Universidade Católica, ele se tornou um claro exemplo daquilo que o Brasil-País-de-Todos tem a oferecer a quem deseja realmente estudar e aprender – e não simplesmente comprar a prestações um diploma de dotô.
A saída, no caso, tem sido uma só: o aeroporto internacional mais próximo.
A saudade de Bruno, que é constante, tornou-se mais aguda por estes dias. Ao me ouvir criticar, numa roda de amigos, o lamentável estado intelectual de nossas universidades, um rapaz simpático, amigo da anfitriã (nada de nomes!), se ofereceu para mudar minha opinião – para ele, “injusta e genérica demais”.
Tentei declinar de tamanha “honraria” – mas, dias depois, eu recebia a maçaroca por e-mail: uma monografia de fim de curso, numa cadeira de Letras. Inacreditável! E, segundo informações, ele é um dos melhores alunos de sua Universidade. Se estivesse por aqui, meu caro Bruno me ajudaria a dar boas risadas.”
Estaremos todos a postos!
Nós esperamos ansiosos, sim, mas sabemos que quando vem post novo nos fará bem à alma. Portanto, é uma ansiedade “do bem”, se é que isso existe.