Os europeus redescobrem a África

Por Bruno Garschagen, de Lisboa
Nem só de discursos e otimismos exagerados, polêmica, protestos e altas expectativas foi feita a II Cimeira UE/África, realizada em Lisboa no início do mês (a primeira foi em 2000, no Cairo). Talvez o ponto mais importante do encontro entre líderes da Comunidade Européia e dos países africanos tenha sido o aprofundamento do diálogo entre os dois continentes, condição fundamental para que os projetos de parceria política e econômica sejam, de fato, desenvolvidos.
Um dos mais lúcidos líderes de governo era o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria das Neves. Mesmo provocado por um jornalista da TV pública RTP a respeito dos reflexos do colonialismo na África, o primeiro-ministro manteve-se ponderado: declarou que não era produtivo para qualquer dos lados ficar buscando justificativas para os erros do passado de forma a evitar que essas questões, que nem faziam parte dos temas da Cimeira, atrapalhassem os projetos de presente e futuro nas relações entre África e Europa.
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Quem nao lembra o passado e refletir o presente nunca será capaz de espelhar o futuro.
Rsssrsrsrsrs é só Cabo-Verde puxa saco de brncos