O trio que enterrou o império

Por Bruno Garschagen, de Lisboa
Quem matou o império soviético? À pergunta, feita de maneira rápida, a maioria das pessoas tende a responder que o responsável pelo fim da Rússia soviética foi o senhor Mikhail Sergeyevich Gorbachev. A participação dele na história é conhecida. Mas suas ações, por si só, levariam a URSS à ruína? Não é o que diz a vasta literatura sobre o período e, agora, narrando os bastidores políticos, John O’Sullivan, tarimbado comentarista e jornalista britânico, que também foi conselheiro especial da primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher.
O’Sullivan acaba de lançar em Portugal “O presidente, o Papa e a primeira-ministra” (Alêtheia Editores, Lisboa), livro que mostra pela primeira vez como a ação concomitante de três personalidades políticas em suas esferas de influência foram capitais para a derrubada do regime soviético. O presidente dos EUA Ronald Reagan, o Papa João Paulo II e a primeira-ministra Margareth Thatcher, segundo o livro, nunca fizeram uma conspiração para implodir o comunismo, mas talvez não teriam sido tão eficazes na missão se atuassem de forma combinada.
O livro, lançado nos Estados Unidos no fim do ano passado, mostra como os três, especialmente Thatcher e Reagan, mantiveram contatos diretos com o objetivo de minar o poder soviético. E como cada um deles atuou de forma marcante e vigorosa na defesa das liberdades individuais, democráticas e religiosas. A junção das forças históricas não poderiam ser mais eficazes.
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Interessante, uma reportagem na Veja da semana passada diz que Paul Johnson dedicou um capítulo de seu livro “Os Heróis” a estes mesmos três personagens, intitulado “A Tríade que venceu o Urso”, advogando a mesma tese.
Paul Johnson também foi editado em Portugal pela Alêtheia: mais concretamente, o livro «Criadores», seguindo-se nos próximos meses outro da mesma trilogia, «Intelectuais».