Archive for Dezembro, 2007
Boa entrevista na FrontPage

Entrevista interessante publicada na FrontPageMag com Jeffrey Denning, sócio da empresa de consultoria de segurança privada Liberty Protective Solutions
No commentsSex Crimes and Jihad
By Jamie Glazov
Frontpage Interview’s guest today is Jeffrey Denning, co-owner of Liberty Protective Solutions, LLC, a private security consulting company. He served as a security contractor for the U.S.-led “Roadmap to Mideast Peace” in Israel and Palestine . He is also a former police officer, SWAT team leader and Federal Air Marshal. An expert in fighting crime and terrorism, he serves on the Just War Theory Project for the Academic Council on the United Nations System where he is reviewing the legal, moral and tactical dilemmas connected to combating suicide terrorism and hyper-violence in the 21st Century. He is currently serving in Iraq as a commissioned officer with the U.S. Army Reserves where he is keeping a war blog (www.jeffreydenning.blogspot.com).
Os paradoxos da América Latina
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Mário Vargas Llosa, como sempre, excelente, escreve em The American Interest:
No commentsThe Paradoxes of Latin America
MARIO VARGAS LLOSAWhat does it mean to feel you are Latin American? It means being aware that the territorial boundaries dividing our nations are artificial, imposed arbitrarily during the colonial years. And neither our leaders during the emancipation period nor the republican governments that followed bothered to correct that situation. In fact, they often worsened things by further separating and isolating societies whose commonalities were deeper than their petty differences. This balkanization of Latin America, unlike what took place in North America, where the Thirteen Colonies became the United States, has been one of the conspicuous factors in our underdevelopment. It has engendered nationalism, war and conflict, bleeding our nations and wasting natural resources that could have been used for modernization and progress.
Only in the cultural arena was Latin American integration a reality, the result of experience and necessity—everyone who writes, composes, paints or practices any creative endeavor discovers that what unites us is more important than what separates us. In other areas—politics and economics, especially—attempts to unify governmental actions and markets have always been thwarted by the nationalist reflexes ingrained in the continent. That is why all of the plans conceived to unite the region have failed.
Garschagen promete e cumpre: olha eu aqui!
Caros leitora e leitor, para não pensar em fechar este blogue que agoniza por inanição decidi, em vez de postar notas minhas como outrora fora feito, vou inserindo aqui notícias diárias que me interessam. Assim divido com vocês minhas leituras e não sofro pelo compromisso não cumprido de um texto de minha própria lavra. Quando puder, faço comentários ou coloco textos novos. Vocês sabem: minha vida agora está integralmente dedicada ao mestrado em ciência política na Universidade Católica Portuguesa e aos trabalhos como freelancer. Sem bolsa de estudos e desprovido de pai rico, só me resta trabalhar para pagar as contas e o uísque das crianças.
No commentsGarschagen volta, pode confiar
Cada dia está mais difícil dar conta de estudo, trabalho e do blogue, que acaba negligenciado. Enquanto não dá para atualizar diariamente como antes venho sempre que conseguir fugir dos compromissos diários. Não sumam, ok?
No commentsCato no Brasil: OrdemLivre.org
O Cato Institute lançou no Brasil o OrdemLivre.org. O site traz consigo um significado extraordinário: uma instituição como o Cato incluir o Brasil nos seus planos de promoção dos princípios de liberdade individual é o sinal claro de que vê no país uma vereda a ser explorada. E o fazem num momento em que o país está mais bem preparado para assimilar e permitir a difusão do ideário liberal.
Num texto para o blogue, Diogo G.R. Costa, o editor do site, explica que os planos do instituto incluem lançamento de livros, produção de artigos, eventos, debates. A idéia é “alterar o debate público nos países de língua portuguesa, desafiando as ideologias estatistas com a musculatura dos argumentos liberais”. O Gerente de Operações do OrdemLivre.org é o amigo Pedro Sette Câmara, um dos pioneiros na defesa dos direitos do indivíduo e do livre mercado na internet.
O site oferece para download gratuito seis livros preciosos: Ensaios e A Lei, de Bastiat; O caminho da servidão, de Hayek; Ação humana e As seis lições, de von Mises; e Capitalismo, socialismo e democracia, de Joseph Schumpeter. Quem não leu algum ou qualquer um desses livros, corra lá.
Já há bons ensaios e uma entrevista em aúdio com o sempre lúcido Carlos Alberto Sardenberg.
No commentsCheek to cheek, ora pois!
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1 commentA transição está em curso III

Uma das grandes surpresas deste ano foi a entrada do escritor Aguinaldo Silva no debate político. Se você não faz idéia de quem seja vá no Google e pesquise. Vale a pena. Antes de se tornar escritor de novelas, Aguinaldo foi jornalista dos bons.
A entrada de Aguinaldo na discussão sobre a abominável pressão do pensamento único sobre o indivíduo deu-se porque ele passou a refletir o estado de coisas da cultura nacional pela sua novela Duas Caras. Foi ameaçado de morte pelo celular e insultado da forma mais vil em seu blogue e pela imprensa. Aguinaldo furou o consenso, estabeleceu o dissenso na dramaturgia da TV brasileira. Seus personagens passaram a exibir de forma caricatual e eficiente todos os chavões políticos que a esquerda brasileira tratou de incutir na cultura nacional via a estratégia gramsciana já identificada e explicada por gente competente que estudou o assunto.
Você me pergunta: mas por qual razão Aguinaldo Silva se calou antes e só agora resolveu mostrar a cara? Há duas respostas. A primeira, a dele próprio, que reproduzo:
Mas por mais sangrenta que fosse a ditadura, as aflições que então sofríamos por causa disso não tinham tanto peso quanto têm as aflições de hoje, quando somos supostamente livres. É que na época os militares até podiam impor arbitrariamente sua vontade. Mas pelo menos não eram fundamentalistas, não achavam que tinham a missão divina de reorganizar e assim salvar o mundo. E agora…
A segunda resposta cai na idéia da transição em curso. O dissenso de Aguinaldo Silva se dá nesse momento. O fato de aparecem publicamente intelectuais corajosos dispostos a brigar, a denunciar, a desmontar a fraude intelectual e a farsa cultural estabelecida no país, de revelar que essa gente da esquerda quer orientar ou tolher os modos de vida de cada um, permitiu que pessoas de bem como Aguinaldo se sentissem seguras para, finalmente, dizerem o que pensam, exercendo a liberdade de opinião que durante décadas foi solapada. O regime militar institucionalizou a censura pela via legal e pelo exercício da força. A violência explícita é mais fácil de combater. O inimigo tem face, nome e endereço certo. A esquerda usou a tática de incutir na cultura nacional, através da deseducação mediante o aparelhamento das escolas e universidades, a moral unívoca. Usaram direitinho a ditadura militar a seu favor. E enganaram de forma competente os brasileiros, que, horrorizados com o regime de exceção, foram levados a acreditar que os bonzinhos da história eram os representantes da esquerda.
Até hoje a sociedade brasileira sofre o paradoxo de encarar ex-guerrilheiros homicidas como salvadores da pátria e militares que lutavam contra a ditadura dentro dos quartéis como facínoras (isso sem mencionar indivíduos que hoje são militares, mas que na época do regime eram crianças ou sequer eram nascidos, e não raro ouvem insultos travestidos de piadinhas sobre aquele período). As responsabilidades e crimes de cada um (militares e esquedistas) foram enterrados com a anistia, mas cada um tem o seu travesseiro a lembrar-lhes o sangue escorrido. Aqui não é o caso de exumar cadáveres e culpas; é o caso de que a forma de tratamento em ambos os casos são diferentes porque a sociedade brasileira foi levada a crer numa falácia: a de que a esquerda é a heroína desse período da história nacional.
A catedral de vilanias foi tão bem arquitetada que durou muito até que as rachaduras começassem a ser percebidas e expostas publicamente. A catedral, agora, começa a ruir. A sociedade brasileira só terá a exata noção do que foi submetida quando a catedral for reduzida a pó. Ainda há muito a ser feito.
E por que é tão importante que Aguinaldo Silva se manifeste? Primeiro, por se revelar um homem inteligente e com antenas aguçadas para não só perceber o estado de coisas, mas pela coragem e integridade de revelá-lo ao grande público em sua novela e na conversa com as pessoas que visitam seu blogue. Abaixo reproduzo alguns textos que extraí de lá. Leia que vale a pena. Volto logo depois:
Em 1978, quando a ditadura já seguia em velocidade de cruzeiro e muitos intelectuais de esquerda haviam dado um jeito de mamar de novo nas tetas do governo que supostamente ainda condenavam, eu ganhei o I Prêmio Abril de Jornalismo no gênero “melhor reportagem individual”, com uma matéria intitulada “Pobres Homens de Ouro”.
Os Homens de Ouro, se vocês não sabem, era o ovo da serpente do qual nasceu o Esquadrão da Morte e seus afiliados da época, todos de sinistra memória. Então, aos olhos de todos, inclusive os meus, os mocinhos (ou seja, a polícia) eram os bandidos.
Esse foi um cacoete que adquirimos naqueles tempos difíceis, e do qual muitos não se livraram até hoje: para estes, a polícia não presta. E os bandidos, mesmo aquele psicopata sedento de sangue do ônibus 174, são apenas heróis românticos, justiceiros dispostos a expropriar o que lhes pertence e que nós, a chamada “elite”, lhes roubamos, porque temos o atrevimento de trabalhar e ganhar dinheiro.Naquela época, os Homens de Ouro, que eram sete e incluíam o famoso Mariel Mariscot, era o que havia de mais temível. Ao escrever sobre eles, e mostrar como eles progrediram na vida através do terror e da mão grande, eu fui premiado, mas causei preocupação aos amigos, que me perguntavam a toda hora: “você não tem medo?”
Eu tinha. Então eu era – desculpem a falta de modéstia – uma das “estrelas” dos jornais alternativos Opinião e Movimento, para os quais fazia matérias semanais Muitas vezes eu saía de madrugada de minha casa no então ameno bairro de Santa Teresa para entregar meus textos na redação dos jornais no Jardim Botânico. E enquanto atravessava a Rua das Laranjeiras, o Cosme Velho e o Túnel Rebouças no meu Fusca, tinha a nítida sensação de que estava sendo seguido. Em geral estava. Mas as ameaças nunca passavam disso.
Então eu já tinha sido preso (fiquei 70 dias na Ilha das Flores, 45 dos quais incomunicável), e também fui processado três vezes, sempre por delitos de opinião, que permitiam ao então Ministro da Justiça, o dr. Armando “no coments” Falcão, me enquadrar na Lei de Imprensa.
Podia, por causa da prisão e dos processos, ter pedido indenização ao governo atual, como fizeram muitos. Mas não acho que o povo tenha que pagar pelos agravos que sofri em virtude de minhas convicções políticas. Por isso prefiro viver às minhas próprias custas. E se tem alguma coisa da qual vou me orgulhar na hora da morte é de sempre ter vivido do meu trabalho e jamais ter mamado nas tetas de nenhum governo.
Sim, na época eu tinha medo. Mas por mais sangrenta que fosse a ditadura, as aflições que então sofríamos por causa disso não tinham tanto peso quanto têm as aflições de hoje, quando somos supostamente livres. É que na época os militares até podiam impor arbitrariamente sua vontade. Mas pelo menos não eram fundamentalistas, não achavam que tinham a missão divina de reorganizar e assim salvar o mundo. E agora…
Agora os que não concordam com o que está aí também sentem medo. E são seguidos na calada da noite. E são ameaçados. E têm suas contas bancárias secretamente devassadas. E recebem telefonemas sinistros disparados de celulares com IDs privados. E morrem sim, porque alguns, como aquele prefeito lá de Santo André, são mortos nunca se sabe porquê nem como.
Digo a vocês sem maiores rodeios. Neste momento eu sinto medo, e tenho sérias razões pra isso. A julgar pelo que dizem os telefonemas disparados dos tais celulares com IDs privados, por motivos alheios à minha vontade posso até nem terminar a novela DUAS CARAS, que tanta discussão está gerando.Mas fica o aviso: se eu parar não será por minha própria vontade. E embora, no final de contas, o que eu faço seja “apenas Chinatown”, ou seja, uma novela, se eu não puder terminá-la porque amanheci, como dizem os tais telefonemas: “com a boca cheia de formigas”, espero que um dia Mamãe História se pronuncie e alguém venha a ser responsabilizado por isso.
Mas não se preocupem. Isso ainda não é uma despedida. Até o próximo texto!******
Se a descompostura que Zapatero aplicou em Chavez fosse um filme, sabem que nome eu lhe daria? “Querida, encolhi as crianças!” O ditador venezuelano regrediu tanto enquanto ouvia o Homem Branco que, no final, parecia estar usando tanga e um cocar de penas e cantando: uga, uga, uga!
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Sabem a kryptonita, aquele metal extra-terrestre que era capaz de fazer o Super Homem virar um clone de Jabba the Hut? Pois eu descobri qual é a kryptonita de um esquerdista fanático. É só você chegar perto dele e murmurar três letras: “FHC!” E ele entra num processo químico-emocional que o transforma em poucos instantes numa espécie de lama cármica. É irremediável.
Mas é também estranho: porque os esquerdistas fanáticos têm tanto ódio de Fernando Henrique Cardoso, se o governo de Luís Inácio Lula da Silva (meu primo distante lá de Garanhuns) é a fiel continuação do governo dele, apenas com alguns defeitos agravados?
Eu também descobri a resposta para este mistério. Notei que os e-mails de ataque pessoal começaram a ser enviados para este blog a partir do instante em que a personagem de Susana Vieira em Duas Caras enumerou, dentre as vantagens da estadia de sua filha em Paris, o fato dela ter feito “o curso de verão do Fernando Henrique” na Sorbonne. No dia seguinte, os sinais de fumaça enviados por essas almas atormentadas começaram.
E, embora a maioria dos que me escrevem tratasse de ignorá-los, no que fizeram muito bem, eles continuaram… E num crescendo. Até que ontem uma mensagem, enviada por um senhor que se assina “Victoria Maria”, mas ao qual caberia melhor o codinome de “Francisco Derrota”, entrou aí embaixo e está lá até agora. Vou transcrevê-la, e espero que o Bloglog não veja nisso um problema, já que deixou que ela continuasse postada apesar das várias denúncias feitas por pessoas indignadas.
Trata-se de uma transcrição literal, inclusive com os erros de ortografia e gramática. Antes de ler, preparem o estômago:
“Seu viado facista tipicamente gay essas crises existenciais devem ser falta de pau no seu cu velho. Seu canalha imundo, respeite a democracia das pessoas que elegeram o presidente e as que não assistem essa merda de novela que você escreve, um lixo monumental, faz o seguinte, mata alguém e espera o último capítulo para revelar, quem sabe alguém vê… Você vive em que mundo em sua bichona afetada.”
Pronto: leram? Cuspiram de nojo? Pois agora eu vos digo: nesse texto eu vejo estampada de modo claríssimo a essência do pensamento de um esquerdista fanático, alguém cujo único contato com a realidade se faz através da negação do outro, da agressão e do insulto. Foi por causa desse texto que eu descobri a razão pela qual essas pessoas odeiam tanto Fernando Henrique Cardoso: é porque ele é um homem fino, culto e bem educado, alguém que está aberto a todas as idéias e todos os argumentos, que é a favor do livre debate… E, portanto, um homem muito perigoso.
Por que vocês pensam que o sr. Marco Aurélio Garcia usa aquela barba de dois dias e meio, tem aquela aparência de quem esqueceu os doze passos que levam ao chuveiro, e não faz um tratamento dentário? Porque ele precisa ser grosso, ou não parecerá um revolucionário. Quando Che Guevara falou aquela famosa frase: “tem que endurecer, mas sem perder a ternura”, eles entenderam assim: “você tem que ser revolucionário vinte e quatro horas por dia, mas de vez em quando pode fumar um charutaço”.
Alguém aí vai dizer que reproduzir o texto acima foi um ato de mau gosto. E eu direi que não – essa foi a melhor maneira que achei de exorcizá-lo. Ao longo dos meus 64 anos devo ter sido chamado de “viado” alguns milhares de vezes, e nas entonações mais diversas - inclusive as carinhosas, murmuradas ao pé do ouvido. Portanto, essa palavra, ao contrário do que pensa o sr. Derrota Maria, não é a minha kryptonita: arranja outra, querida…
Mas vou logo avisando a ele e aos outros: vocês precisam ter muita imaginação - o que me parece impossível - se quiserem achar essa palavra mágica. Pois nessa busca cometem um erro monumental: confundem espírito sensível com criatura fraca. Eu, como Fernando Henrique, sou um homem fino, culto e educado. Mas tenho o couro duríssimo! E não é com esse tipo de insultos que vocês vão conseguir arranhá-lo.
E tenho dito…
A não ser por mais uma tirada. Neste mundo ensandecido em que vivemos de repente os sinais foram trocados e a esquerda seguiu o caminho à direita! Querem um exemplo? Se Hugo Chavez aparecesse por aí usando chapéu de dois bicos, botas de cano alto e montado num cavalo seria considerado não a imitação farsesca de Mussolini, que ele é, mas a reencarnação de Simon Bolívar, e como tal seria endeusado…
******
Li em algum lugar que o ministro Gilberto Gil receberá por estes dias o seu passaporte da Comunidade Européia, emitido pelo governo italiano. Ou seja: o cantor baiano será a partir daí um cidadão da Itália. Isso foi possível porque a mulher dele, Flora Gil, brasileira de ascendência italiana, tem dupla nacio-nalidade, o que, segundo as leis italianas, beneficia o cônjuge, seja ele ho-mem ou mulher. Parabéns ao Gil, que assim se torna, mais ainda, um cidadão do mundo.
O passaporte da Comunidade Européia é um dos documentos mais cobiçados da atualidade, principalmente por pessoas do Terceiro Mundo cujos pais ou avós vieram da Europa. Ele permite, entre outras coisas, que o portador circule livremente por todos os países daquele continente e trabalhe em qual-quer um deles. Dá direito também a entrada livre nos Estados Unidos, sem a necessidade de visto. E livra o portador de uma vez por todas, das humilhações que a arrogante migração inglesa dispensa aos turistas do terceiro mundo.
Ou seja: o passaporte da Comunidade Européia transforma você num cidadão de primeira classe, coisa que Gilberto Gil, Ministro da Cultura de um país importante como o Brasil, já é desde os tempos da Tropicália.
É por isso que ninguém que possa ter um deles pensa em dispensá-lo. A pró-pria dona Marisa, esposa do Presidente Lula, que é descendente de italianos, tirou o dela ano passado. E questionada a respeito, ao explicar porque se de-cidiu pela dupla nacionalidade mesmo sendo Primeira Dama de um país importante, etc., etc., respondeu com uma frase que qualquer mãe entenderia:
- Tenho que pensar no futuro dos meus filhos!
Pelo menos foi o que li nos jornais, mas não posso garantir que seja verdade, pois os jornais andam, segundo os adeptos de Renan Calheiros dizem por aí: exagerando.
Nos dois casos, ninguém fez nada de errado, pelo contrário. Eu mesmo, nestas minhas andanças portuguesas, tenha procurado uma lusa que aceite casar comigo e assim me conceda a possibilidade de tirar o passaporte português. Mas até agora só esbarrei com ucranianas, e bem… O que elas queriam era casar com um brasileiro e migrar para o Brasil – mas que malucas!
Mas no caso do Gilberto Gil eu andei pensando: de onde vieram os ancestrais dele? Talvez da Nigéria, ou da Guiné, não sei, mas sem dúvida Gil teria direito a passaporte de algum país africano. Como ele dá tanta importância à questão da negritude, eu pergunto: será que ele já tem um?
Seria Gil, além de brasileiro e italiano, também cidadão nigeriano? E estaria Flora Gil disposta a solicitar à Embaixada deste país africano a equivalência a que tem direito?
Pergunta boba, né não? Mesmo assim vamos estendê-la a todo aquele que, como Gil, apregoa o orgulho de ser afro-descendente: alguém aí pensou em ter dupla nacionalidade, quer dizer: ser brasileiro e também africano? Ou, se tivesse a chance, ia preferir ser brasileiro e italiano?…
Negros, brancos… Mas eu, que sou mulato, quando penso nesse tipo de coisas fico bege.
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Se Ciro Gomes for eleito o próximo Presidente com o apoio do Lula, eu aqui não fico. Vou curtir minha aposentadoria num lugar mais calmo e que não seja adepto da filosofia do “pobrismo”.
Quando você poderia imaginar que um escritor de novelas da Globo escrevesse e pudesse se expor à sanha da legião dessa forma? Eu nunca achei que fosse ver isso. E isso me deixa ainda mais contente e animado.
A batalha está longe de terminar e não será nada fácil implodir uma base arquitetônica tão funda como é a da catedral cultural construída pela esquerda brasileira. A briga é boa e já há muitos atuando nas trincheiras e outros tantos caminhando em direção à ela. Não defendo aqui a constituição de um grupo formal e nem a aceitação de regras de conduta, pensamento ou direcionamento de modo de vida. O que defendo é que as pessoas de bem lutem da forma como podem e acham que devem. Defendo que sejam preservadas as liberdades individuais de escolha, o que há décadas inexiste na sociedade brasileira.
2 commentsA transição está em curso II

Seguindo com a idéia lançada no post A transição está em curso. Combater é preciso, destaco dois textos. O primeiro, publicado pelo site Farol da Democracia:
Estudem, leiam, se informem. Não se deixem enganar por propaganda enganosa da mídia. Tenham fundamentos culturais. Identifiquem grupos de pessoas com afinidade de pensamento e de filosofia e se dêem as mãos.
Mobilizem-se com a cautela necessária a não permitir deturpações ao sentido patriótico deste movimento.
Levem, aos demais cidadãos brasileiros, o esclarecimento para que tenham espírito crítico. Despertem em cada um a beleza de seus sentimentos mais nobres e cristãos. Valorizem a virtude. A desonestidade, a imoralidade, a irresponsabilidade, a incompetência, o mau-caratismo não é normal e nem como tal deve ser aceito ou tolerado.Lutem firmemente pela alternância do poder e contra o terceiro mandato. Façam desta a sua primeira palavra de ordem.
Engagem-se no fortalecimento dos Partidos Políticos verdadeiramente democráticos para fortalecê-los.A Pátria, derramando sobre a cabeça de todos os brasileiros, independente de credo, cor, raça, sexo ou posição social, as bênçãos de sua generosa e fraterna convivência, abrindo o seu coração aos brasileiros de boa vontade, para que vivam em paz, prosperem e construam um país cada vez melhor, percebe-se apunhalada pela traição aos seus valores históricos.
Vem, por isso, conclamar os cidadãos de bem à mobilização nacional em defesa da liberdade. A missão dos membros da Força-Tarefa é atender ao apelo da Pátria com o melhor que puderem dar de si.
O segundo, tirado do site do Reinaldo Azevedo:
No commentsAos poucos, as palavras vão recobrando o seu sentido, livrando-se do novelo da embromação ideológica que as envolvia. Ninguém mais precisa ter receio de ser tachado de direitista por mascates embusteiros ou por anões morais a serviço das esquerdas. Porque é perfeitamente possível cotejar as idéias de que todos somos herdeiros: os que nos identificamos com o regime de liberdades públicas e de livre mercado temos a nosso favor as sociedades mais livres e abertas de que a história dá notícia; os que prestam tributo ao esquerdismo bolorento, ainda que sob a aparência de interesse público e comunitário, têm atrás de si um rastro de calamidades.
Terrorismo pós-moderno

Tem texto novo meu no site Americas Reporter:
1 commentPor Bruno Garschagen, de Lisboa
Na primeira semana de novembro, a revista The Economist trouxe como matéria de capa as novas guerras religiosas. Num especial com 18 páginas, a publicação mostrou como fé e política permeiam a vida de muitos países do mundo, notadamente do Oriente Médio, e os conduzem a conflitos. Mas uma semana antes de a revista chegar às bancas, um livro lançado aqui em Portugal levantava a tese de que o terrorismo pós-moderno, exercido por grupos islamitas radicais, vicejou no vácuo ideológico e geoestratégico criado com o final da Guerra Fria. E mais: que esse tipo de terrorismo não é, conceitualmente, religioso, mas ideológico, justamente por fazer um mix de religião com política.
“No crepúsculo da razão – considerações sobre o terrorismo pós-Guerra Fria” (editora Prefácio, Lisboa), obra escrita pelo cientista político Felipe Pathé Duarte, também mostra como o terrorismo de hoje (pós-moderno) está ligado diretamente aos grupos de extrema-esquerda que detonaram um processo de violência na seqüência do Maio de 68 na França. “Por essa altura o terrorismo vestiu-se de diversas formas. Na América do Sul, por exemplo, os revolucionários voltaram aos catecismos do terrorismo do século XIX, saíram das zonas rurais e avançaram para a cidade”, escreveu Duarte. Um dos destaques latino-americanos dessa esquerda terrorista é o comunista brasileiro Carlos Lamarca, autor do “Minimanual de Guerrilha Urbana”.
Die Zauberflöte é melhor do que Diazepan
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E a segunda-feira é embalada com a ária Der Hölle Rache kocht in meinen Herzen, que é de Die Zauberflöte, Mozart, cantada no vídeo acima por Natalie Dessay. Sempre que estou imensamente preocupado, à beira do desespero, essa música me vêm à cabeça (Não pela letra, claro, porque não penso em vingança e nem sou mãe de ninguém).
Der Hölle Rache kocht in meinen Herzen
Tod und Verzweiflung flammet um mich her!
Fühlt nicht durch dich Sarastro Todesschmerzen,
So bist du meine Tochter nimmermehr.Verstoßen sei auf ewig, verlassen sei auf ewig,
Zertrümmert sei’n auf ewig alle Bande der Natur,
Wenn nicht durch dich Sarastro wird erblassen!
Hort! Rachegötter! Hört der Mutter Schwur!A vingança do inferno arde no meu coração
a morte e o desespero ardem à minha volta
Se Sarastro não sentir da tua mão a agonia da
morte,nunca mais serás minha filha.
Serás sepultada e abandonada para sempre,
serão destruídos todos os laços da natureza,
se Sarastro não for exterminado pela tua mão !
Escutai deuses da vingança ! Escutai
o juramento de uma mãe
PS: Acho que não será possível voltar aqui hoje, mas dois assuntos a tratar: o dramaturgo Aguinaldo Silva e a matéria do caderno Prosa & Verso, de O Globo, sobre a Copa da Literatura Brasileira.
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