Terrorismo pós-moderno

Tem texto novo meu no site Americas Reporter:
Por Bruno Garschagen, de Lisboa
Na primeira semana de novembro, a revista The Economist trouxe como matéria de capa as novas guerras religiosas. Num especial com 18 páginas, a publicação mostrou como fé e política permeiam a vida de muitos países do mundo, notadamente do Oriente Médio, e os conduzem a conflitos. Mas uma semana antes de a revista chegar às bancas, um livro lançado aqui em Portugal levantava a tese de que o terrorismo pós-moderno, exercido por grupos islamitas radicais, vicejou no vácuo ideológico e geoestratégico criado com o final da Guerra Fria. E mais: que esse tipo de terrorismo não é, conceitualmente, religioso, mas ideológico, justamente por fazer um mix de religião com política.
“No crepúsculo da razão – considerações sobre o terrorismo pós-Guerra Fria” (editora Prefácio, Lisboa), obra escrita pelo cientista político Felipe Pathé Duarte, também mostra como o terrorismo de hoje (pós-moderno) está ligado diretamente aos grupos de extrema-esquerda que detonaram um processo de violência na seqüência do Maio de 68 na França. “Por essa altura o terrorismo vestiu-se de diversas formas. Na América do Sul, por exemplo, os revolucionários voltaram aos catecismos do terrorismo do século XIX, saíram das zonas rurais e avançaram para a cidade”, escreveu Duarte. Um dos destaques latino-americanos dessa esquerda terrorista é o comunista brasileiro Carlos Lamarca, autor do “Minimanual de Guerrilha Urbana”.
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Bruno, para ir na raiz desse problema (para quem quiser estudá-lo), você terá de ir até o século XVIII e ler o tipo de “abordagem” que um sujeito - muito influente - chamado Abd Al-Wahhab fez do Alcorão. Veja bem: se esta matéria (que não li) não tocou neste assunto, bem, ela nem chegou perto. O jornalista Ali Kamel escreveu um livro recentemente sobre o Islam onde toca no assunto, embora ainda não de forma tão aprofundada, mas muito bem escrita. É isso.