Mais uma pedrada de Diogo Mainardi

Você já deve ter lido em algum lugar que Diogo Mainardi está lançando mais uma coletânea de artigos feitos para a Veja. O livro foi batizado de Lula é minha anta. Nada mais aproriado. Desta vez, só com textos a respeito dos escândalos do governo de Lulábia. Estará nas livrarias, segundo informa a editora Record, no sábado, dia 13. Terá 250 páginas e preço sugerido de R$ 35. Antecipo aqui a orelha do livro, escrita por Diogo:
Lula é meu. Eu vi primeiro. Agora todo mundo quer tirar uma lasca dele. Até os jornalistas que sempre o apoiaram. Chamam-no de ignorante. Chamam-no de autoritário. Como assim? Lula tem dono. Só eu posso chamá-lo de ignorante e autoritário. O resto é roubo. Roubaram Lula de mim.
Falei tanto de Lula nos últimos anos que quase me sinto seu amigo. Tão amigo quanto Roberto Teixeira, acusado de favorecer uma empresa que fraudava as prefeituras petistas. Tão amigo quanto Mauro Dutra, acusado de desviar verbas do programa Primeiro Emprego. Tão amigo quanto Francisco Baltazar, acusado de negociar com o doleiro Toninho da Barcelona. Tão amigo quanto Paulo Okamoto, acusado de montar o esquema de arrecadação paralela do PT. Duvido que todas essas denúncias sejam verdadeiras. José Dirceu garantiu que os petistas não roubam. Ou melhor, ele garantiu que os petistas não “róbam”, roubando, inadvertidamente, a língua portuguesa.
Quem melhor definiu Lula foi o próprio Lula. Ele disse: “Não fui eleito presidente por méritos pessoais ou como resultado da minha inteligência”. Eu, que sempre falei mal dele, fui obrigado a aplaudir. Ele realmente não foi eleito por méritos pessoais ou como resultado de sua inteligência. Há quem me acuse de ter motivos pessoais para amolar Lula. Bobagem. Tenho tanto interesse por Lula quanto pelo zelador do meu prédio. O motivo de minha implicância é público. Acho que os brasileiros, por falta de experiência democrática, atribuem uma importância exagerada ao presidente da República. Um presidente é só um burocrata medíocre que a gente contrata por quatro anos para desempenhar uma tarefa que nenhuma pessoa minimamente sensata estaria disposta a desempenhar. Ele não é nosso chefe: nós é que somos chefes dele.
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O título do livro é muito bom, apesar de macular a reputação das antas.
Já devo ter lido todos esses artigos, mas ainda assim, pelo título, o livro seria útil para uma brincadeira: deixá-lo de isca sobre a mesa do refeitório, no momento do almoço, para fisgar as expressões dos passantes. A brincadeira se chama “desmascare um petista”. Observando a reação da pessoa ao ler o título - considerando aqui os petistas que sabem ler -, será possível descobrir um eleitor petista, hoje tão difícil de achar quanto o José Genoíno.
Como disse Nelson Rodrigues, “toda humanidade é burra”. Depois, é preciso se sustentar, e nisso, Mainardi é mestre. Através do Sr Garschagen tive o prazer de conhecê-lo numa belíssima entrevista…eu fui a fotógrafa oficial deste encontro e pelo meio de tantas conversas percebi que ele alivia os nossos corpos e almas com suas críticas e consegue facilmente expor os nossos sentimentos de vergonha e de justiça que atafulham a nossa integridade. Ninguém melhor para pintar esse retrato em palavras ácidas e piadas desconcertantes do que o Mainardi, “Lula é Minha Anta” já faz parte da minha pequena biblioteca…
Outro beijo, Mi