Brincadeira com livros? Existe, mas fiquei triste

Fábio Danesi Rossi, escritor de primeira a quem devo uma visita e o uísque, me convida para “uma brincadeira com livros”. Achei que a coisa envolvia strippers, malte escocês e alguns estupefacientes dentro de uma biblioteca, mas daí lembrei que Fábio é um moço muito bem casado e eu também sou comprometido, além do quê não consumo estupefacientes (mas gosto muito dessa palavra, razão pela qual você vai vê-la aqui com certa constância). Mas uísque eu consumo. E bem. Mas aí vi que a coisa também não envolvia uísque e, confesso, fui tomado por uma tristeza desoladora. O fato é que a tal “brincadeira com livros” resume-se a cometer seis ações. E lá vou eu:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

GARSCHAGEN: O livro é Robert Parker - O imperador do vinho. Livro com excelente profundidade e madureza; quase deleitoso, suculento no meio-palato e com finos taninos no final.

2ª) Abra-o na página 161;

GARSCHAGEN: Abri.

3ª) Procurar a 5ª frase completa;

GARSCHAGEN: Deixa ver… Hmmm. Peraê! Ah, bom, é essa: “O negócio de vinhos finos nos Estados Unidos estava se tornando rapidamente uma indústria de relações públicas e de alavancagem jornalística, mas muitos na França, bem como no resto da Europa, ainda não tinham entendido muito bem como era feito esse jogo nos Estados Unidos”.

4ª) Postar essa frase em seu blog;

GARSCHAGEN: Já postei. Olha aí em cima, ó.

5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

GARSCHAGEN: respeitei ambas as proibições. O fato é que tenho usado meu laptop do escritório do meu pai em nossa casa. E graças ao bom Deus o livro mais perto de mim era essa biorafia do Parker - que dei a meu pai no ano passado - e não, como vejo aqui, No calor da paixão, de Harold Robbins. Um palmo me salvou.

6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Ah, bom, lá vai: Antonio Fernando Borges, Pedro Sette Câmara, João Filho, Matias Ayres e Eduardo Carvalho.

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