Como era doce o meu petróleo…


Na Folha (assinante):
A dona da cultura
Eliane Costa gerencia as fartas receitas de patrocínio da Petrobras, que dão suporte às idéias do ministro Gilberto Gil
LUIZ FERNANDO VIANNA
DA SUCURSAL DO RIONunca na história deste país a cultura esteve entregue a alguém tão conhecido quanto Gilberto Gil. Mas, em vários pontos do Brasil em que chega para dar palestras ou participar de eventos, Eliane Costa é chamada de “a verdadeira ministra da Cultura”.
Só em 2006 a gerente de patrocínios da Petrobras contou com R$ 288 milhões para apoiar projetos, sendo R$ 90 milhões para bancar iniciativas do Ministério da Cultura. No ano passado, o MinC teve dotação de R$ 661 milhões, valor que não dá para muito mais do que manter sua estrutura. Sem a Petrobras, Gil pouco faria.
É fato, há anos, que a Petrobras é grande financiadora da cultura nativa. A Petrobras é estatal. Lucra os tubos. Minha indagação, agora, nem é mais se é justo uma empresa pública financiar projetos privados, mas se é justo projetos privados financiados com dinheiro público cobrarem do espectador (de cinema, música, teatro) o mesmo que se cobraria se fosse integralmente feito com capital privado. É justo?
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Bruno,
Como o seu blog é bom, acho que deveria pedir uma ajuda de financiamento cultural, mas não muito para não dar na cara.
Isso significa algo em torno de uns 2 milhões por mes.
Acho que esta quantia ajudaria a dar um impulso, um pequeno impulso, já que mais dinheiro lesaria o coitado contribuinte.
Abraços, Guilherme.