Archive for Agosto, 2007

Nossos Filintos Müller são mais eficientes do que o original

Você já deve ter lido sobre o assunto em O Globo de hoje, mas vale muito mais o comentário do sempre excelente Geneton Moraes Neto no Sopa de Tamancos (você já foi lá hoje, não?):

MARACUTAIA CARIBENHA

Cuba informa: os atletas cubanos que foram deportados do Brasil em tempo recorde, numa operação suspeitíssima, jamais poderão sair da ilha.

A informação foi dada pelo chanceler cubano. É destaque na edição do Globo de hoje.

Isso ainda vai virar um escândalo: como foram feitas, na surdina, as negociações entre o governo brasileiro e o governo cubano, para que a captura e a deportação dos dois atletas fossem feitas num piscar de olhos ?

É óbvio que houve uma maracataia internacional neste caso. O Brasil jamais exibiu tamanha presteza, eficiência e rapidez na deportação de estrangeiros em situação supostamente irregular.

Agora, os dois estão condenados ao exílio, dentro de casa. Ou a uma prisão domiciliar. A carreira dos dois como atletas internacionais foi sumariamente interrompida.

Se a deportação tivesse sido feita a pedido de uma ditadura de direita, seria igualmente escandalosa.

Já, já, a notícia some dos jornais.

E assim caminha a humanidade.

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“Lá vem o pato, patatipatacolá, lá vem o pato para ver o que é que há”

Scliar, Moacyr Scliar!

Jabuti, Roseval Jabuti!

Na Folha:

PRÊMIO
Juca Pato será entregue hoje à noite na Folha

DA REPORTAGEM LOCAL

A União Brasileira de Escritores promove hoje, às 19h, no auditório da Folha (al. Barão de Limeira, 425, 8º andar), a cerimônia de entrega do troféu Juca Pato ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, eleito intelectual do ano de 2006. O Juca Pato tem patrocínio da Folha, e o evento é fechado para convidados. O historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, vencedor do ano passado, entregará o troféu a Pinheiro Guimarães.

O principal prêmio da literatura brasileira chama-se Jabuti, réptil de temperamento pacato que leva a vida com vagar, adora um carinho e leva uma vida para executar tarefas que garantem sua sobrevivência, como cortar um pedaço de comida. É, certamente, o animal mais lento entre os vertebrados, no que acho que os servidores públicos deveriam adotá-lo como mascote.

Voltando à vaca fria (este blogue defende os animais), também temos o prêmio literário Juca Pato. Chegará o momento em que a literatura brasileira será como o moinho que abriga os animais em A revolução dos bichos, de Orwell. E os nossos escritores? Fica a seu critério relacionar cada escritor brasileiro com um animal. Moacyr Scliar parece um cágado, pois não?

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“Bogotá, Bogotá, tão bonitiiiiiinho!”, ou de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo

Santiago Nazarian

João Paulo Cuenca

No site do MinC:

Bogotá 39 Escritores Menores de 39

Concurso de literatura realizado pela prefeitura de Bogotá em parceria com o Hay Festival

Quatro jovens escritores brasileiros foram selecionados no concurso literário Bogotá 39 Escritores Menores de 39 realizado pela prefeitura da cidade de Bogotá (Colômbia), em parceria com o ‘Hay Festival’, destinado a conhecer e divulgar a obra dos novos autores latino-americanos com menos de 39 anos. José Paulo Cuenca, Adriana Lisboa, Santiago Nazarián e Verônica Stigger são os brasileiros escolhidos.

Eles foram convidados a participar do encontro dos 39 melhores narradores latino-americanos selecionados no concurso, que vai ocorrer em Bogotá, entre os dias 23 e 26 de agosto de 2007. O concurso faz parte das atividades de comemoração da escolha da cidade colombiana como ‘Capital Mundial do Livro em 2007′, feita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em Bogotá, os jovens autores devem participar de palestras em universidades, bibliotecas públicas, museus e na Cinemateca Distrital da cidade, onde vão falar sobre os livros que escreveram, sobre os autores que os influenciaram e sobre o momento atual da literatura na América Latina. A seleção dos jovens escritores foi realizada por um juri de três destacados novelistas colombianos: Piedad Bonnett, Héctor Abad Faciolince e Óscar Collazos. Os nomes para o concurso foram apontados em uma consulta feita, pela Internet, aos leitores, editores, agentes literários e escritores, nos países latino-americanos.

Difusão da Literatura

O coordenador geral de Livro e Leitura da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), Jéferson Assumção, considera o programa Bogotá 39 uma grande idéia, que pode render importantes frutos pois, “visa mapear a nova literatura de um continente reconhecido mundialmente por sua produção de altíssima qualidade”, comentou. Ele disse que o projeto é um grande instrumento para a difusão da literatura latino-americana e integração regional, favorecendo a exportação de títulos dos novos autores.

Ha! Ha! Ha! Era só o que me faltava. Quer dizer então que João Paulo Cuenca (identificado como José na matéria) e Santiago Nazarian são dois dos 39 melhores narradores latino-americanos com menos de 39 anos? Eu fico imaginando quem eram os outros que competiam com eles. Não vou colocar Adriana Lisboa e Verônica Stigger no meu comentário porque não li seus livros. Fica para a próxima.

Voltando à vaca fria, Cuenca, em seu livro Corpo Presente, é autor de frases esplendorosas como essa:

Mesmo morta você está quente, Carmen. Eu não consigo fazer você morrer em mim. Sei que você está aqui neste quarto, mesmo não estando.

Caetano Veloso perde, pois não? É, meus caros leitora e leitor, Corpo presente não é só feito de frases ruins, mal elaboradas, tolas. É inodoro, incolor, insosso, com personagens fracos e o desfile de escatologias próprio de parte dos novos escritores brasileiros que hoje em dia ainda acha que pode chocar com palavrões e bizarrices. Maus escritores pioram com o tempo. Está aí Rubem Fonseca que não me deixa mentir. Por isso, não adianta esperar que Cuenca melhore. O que me intriga é o sucesso conquistado por esse rapaz. É a prova cabal de que a culpa pelo sucesso de um mau escritor não é só dele. É compartilhada com quem o publica; com quem o saúda como talentoso; com quem compra seus livros; com quem, por omissão, permite a celebração de uma fraude.

E vamos ao Marilyn Manson da jovem literatura nativa: Santiago Nazarian. Ele já começa assim o seu Mastigando humanos:

Eu fiz uma longa viagem para chegar até aqui. Não nasci em berço de ouro, para depois ser jogado na privada. Nem fui criado às margens desta poluída cidade. Tive uma infância e adolescência ordinárias, como a maioria da minha espécie, e talvez tenha até demorado um pouco para seguir meu próprio caminho, mas não demais. Afinal, os caminhos abertos a nós sempre foram abertos por outros, não são nossos, real ou exclusivamente.

O narrador é um jacaré. Longe de mim querer julgar um jacaré, qualificado na orelha do livro como “urbano, frustrado e existencialista”, mas o existencialismo chinfrim que Nazarian destila no livro não pode ser do jacaré. Por eliminação, é do autor mesmo. E, faça-me o favor, nem estudante de primário na redação sobre as férias escolares pode escrever “os caminhos abertos a nós sempre foram abertos por outros, não são nossos, real ou exclusivamente”.

Mas não é só isso, e peço sua paciência para apenas mais um trecho:

Então voltei para a minha solidão acadêmica, onde eu ainda podia exercitar meu maxilar. A cela feita à minha medida, a focinheira que me permitia respirar, o preservativo sem o qual eu nunca poderia tocar o interior de outro ser… Lassidão.

Tocar o interior de outro ser? São Cosme e Damião me protejam.

Fico imaginando sempre quais foram as leituras, estudos e prática de escrita que autores como Cuenca e Nazarian se permitiram, imaginando, claro, que se permitiram a ler, estudar, escrever, reescrever, lapidar. E todos eles têm explicações na ponta da língua para suas obras ruins. No site do Nazarian, a explicação dele:

Autores de literatura são covardes. Eles querem ser respeitados, aceitos como “elite”, então têm medo de usar elementos que pertencem à literatura pop ou que não sejam exatamente de bom gosto. Os autores jovens, por exemplo, cresceram com cultura pop, mas negam isso em seus textos porque querem escrever como “velhos autores”, querem ser aceitos por eles, não se arriscam a trazer algo novo. Eu mesmo tinha esse preconceitos; meus três primeiros romances são bem trevosos e depressivos, e eu achava que literatura de respeito deveria ser assim. Mas comecei a mudar meu ponto de vista quando escrevi “Mastigando Humanos”, comecei a ver que eu poderia fazer mais como “autor jovem”, podia trazer algo novo, não devia negar meu repertório pop. Então coloquei Godzila ao mesmo tempo em que coloquei o corvo do Poe no meu texto, por exemplo. Acho tolo um autor jovem querer escrever como um “senhor autor”. Eu vou ser velho num minuto, neste instante, eu devo tentar outras coisas.”

Para Marilyn Manson Nazarian, autores que querem escrever bem são covardes. E mais: fazem literatura, não porque nasceram para tal, mas com o objetivo único e exclusivo de serem aceitos. Nazarian acha que o que faz é novo. Ignora, por ignorância ou má-fé, parte da história da literatura mundial que já tratou com qualidade dos temas que ele aborda, algo que ele ainda não conseguiu fazer. O problema não é negar o “repertório pop” (argh!), afinal, é o único que ele tem. O problema é tornar o repertório, para usar uma palavra do moço, em literatura de qualidade. A questão não é de repertório; é de talento, exercício e superação. Não me parece que ele e seus pares tenham isso em mente. Ou se têm, não nasceram mesmo para a coisa. Fazer o quê, né?

POSFÁCIO

O site que apresenta os autores abre com uma pergunta: ¿Hacia dónde va la literatura latinoamericana actual? Se depender de Cuenca, Nazarian et caterva, a lugar algum. Ou melhor, para o pior lugar possível. Porque, você bem sabe, de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo.

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Bruno Tolentino ganhou mas não levou o Jabuti

Como você deve ter visto ontem, o livro A imitação do amanhecer, de Bruno Tolentino, ganhou o Prêmio Jabuti 2007 na categoria Melhor livro de poesia. Ganhou mas não levou. Como assim, Garschagen?

O regulamento diz o seguinte:

7. A classificação final poderá ser alterada caso um dos vencedores seja falecido, conforme descrito em IV – DA PREMIAÇÃO, item 10 – ou se a obra sofrer algum tipo de impugnação julgada procedente pela Comissão do Prêmio.

IV – DA PREMIAÇÃO

10. Obras inéditas de autores falecidos, classificadas pelo júri entre os 3 primeiros lugares, serão transferidas para a seção Homenagem Póstuma da mesma categoria em que tenham sido inscritas, sendo premiadas apenas com o Troféu Jabuti, não concorrendo ao prêmio em dinheiro nem ao Livro do Ano. O lugar deixado vago pela transferência de seção será ocupado pela obra subseqüente na classificação geral da categoria.

O que acho disso? Uma grande perda para a poesia nacional. Homenagem Póstuma parece votos de congratulações concedidos por câmara de veradores de município do interior. Porque, para todos os efeitos, que ganhou o Jabuti deste ano foi Cantigas do falso Alfonso el sabio, de Affonso Ávila. O poema é baseado nas cantigas de escárnio do rei Afonso X, o Sábio (1221-1284). Não li. Vou passar logo mais na livraria para dizer algo.

Bom, regulamento é regulamento, não tem jeito. É incompreensível que uma obra não seja premiada porque seu autor faleceu. É como se a obra deixasse de existir com a morte e seu autor. E, agora, fazer o quê? Lamentar e lembrar sempre que Bruno Tolentino ganhou mas não levou.

ADENDO

Claudia Lyra, em comentário a este post, levanta uma situação do regulamento que me passou batida. Se “obras inéditas de autores falecidos, classificadas pelo júri entre os 3 primeiros lugares, serão transferidas para a seção Homenagem Póstuma da mesma categoria em que tenham sido inscritas, sendo premiadas apenas com o Troféu Jabuti”, o livro do Tolentino, então, tem direito ao Jabuti, mesmo que impedido de concorrer ao prêmio em dinheiro e na categoria de Livro do Ano, pois não? Na primeira lida, achei que o Prêmio Jabuti a que o autor falecido teria direito seria um específico para a homenagem póstuma, mas isso não está claro no texto, que diz que o autor leva o Prêmio, mas não a grana nem o direito de concorrer ao Livro do Ano.

É assunto para render uma boa briga na Justiça.

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Coleção imperdível com obras de Frédéric Bastiat

Isso aí, Garschagen. Divulgue meus livros porque preciso garantir o uísque das crianças.

Já escrevi sobre Frédéric Bastiat aqui. Quem se interessa e pode comprar essa coleção do Bastiat, recomendo vivamente (dica do Laureano Nogueira):

Bastiat Collection

In two volumes, here is The Bastiat Collection, the main corpus of his writings in English in a restored and elegant translation that includes some of the most powerful defenses of free markets ever written. This restoration project has yielded a collection to treasure. After years of hard work and preparation, we can only report that it is an emotionally thrilling moment to finally offer to the general public.

Claude Frédéric Bastiat was an economist and publicist of breathtaking intellectual energy and massive historical influence. He was born in Bayonne, France on June 29th, 1801. After the middle-class Revolution of 1830, Bastiat became politically active and was elected Justice of the Peace in 1831 and to the Council General (county-level assembly) in 1832. He was elected to the national legislative assembly after the French Revolution of 1848.

Bastiat was inspired by and routinely corresponded with Richard Cobden and the English Anti-Corn Law League and worked with free-trade associations in France. Bastiat wrote sporadically starting in the 1830s, but in 1844 he launched his amazing publishing career when an article on the effects of protectionism on the French and English people was published in the Journal des Economistes which was held to critical acclaim.

The bulk of his remarkable writing career that so inspired the early generation of English translators—and so many more—is contained in this collection.

If we were to take the greatest economists from all ages and judge them on the basis of their theoretical rigor, their influence on economic education, and their impact in support of the free-market economy, then Frédéric Bastiat would be at the top of the list.

As Murray N. Rothbard noted: “Bastiat was indeed a lucid and superb writer, whose brilliant and witty essays and fables to this day are remarkable and devastating demolitions of protectionism and of all forms of government subsidy and control. He was a truly scintillating advocate of an untrammeled free market.”

These volumes bring together his greatest works and represents the early generation of English translations. These translators were like Bastiat himself, people from the private sector who had a love of knowledge and truth and who altered their careers to vigorously pursue intellectual ventures, scholarly publishing, and advocacy of free trade.

Thus does this collection, totally 1,000 pages plus extensive indexes, represent some of the best economics ever written. He was the first, and one of the very few, to be able to convincingly communicate the basic propositions of economics.

The vast majority of people who have learned anything about economics have relied on Bastiat or publications that were influenced by his work. This collection—possibly more than anything ever written about economics—is the antidote for economic illiteracy regarding such things as the inadvisability of tariffs and price controls, and everyone from the novice to the Ph.D. economist will benefit from reading it.

The collection consists of three sections, the first of which contains his best-known essays. In “That Which is Seen, and That Which is Not Seen,” Bastiat equips the reader to become an economist in the first paragraph and then presents the story of the broken window where a hoodlum is thought to create jobs and prosperity by breaking windows. Bastiat solves the quandary of prosperity via destruction by noting that while the apparent prosperity is seen, what is unseen is that which would have been produced had the windows not been broken.

Professor Jörg Guido Hülsmann credits Bastiat for discovering the counterfactual method, which allowed Bastiat to show that destruction (and a variety of government policies) is actually the path to poverty, not prosperity. This lesson is then applied to a variety of more complex cases and readers will never be able to deny that scarcity exists and will always—hopefully—remember that every policy has an opportunity cost. If nothing else, they will not believe—as is often claimed—that earthquakes, hurricanes, and wars lead to prosperity.

The remaining essays cover the important institutions of society—law, government, money, and capital—where Bastiat explains the nature of these institutions and disabuses the reader of all the common misconceptions regarding them.

The second section is Bastiat’s Economic Sophisms, a collection of 35 articles on the errors of protectionism broadly conceived. Here Bastiat shows his mastery of the methods of argumentation— using basic logic and taking arguments to their logical extreme—to demonstrate and ridicule them as obvious fallacies. In his “Negative Railroad” Bastiat argues that if an artificial break in a railroad causes prosperity by creating jobs for boatmen, porters, and hotel owners, then there should be not one break, but many, and indeed the railroad should be just a series of breaks—a negative railroad.

In his article “An Immense Discovery!” he asks, would it not be easier and faster simply to lower the tariff between points A and B rather than building a new railroad to transport products at a lower cost? His “Petition of the Candlemakers” argues in jest that a law should be passed to require that all doors and windows be closed and covered during the day to prevent the sun from unfairly competing with the makers of candles and that if such a law were passed it would create high-paying jobs in candle and candlestick making, oil lamps, whale oil, etc. and that practically everyone would profit as a result.

The third section is Bastiat’s Economic Harmonies which was hastily written before his death in 1850 and is considered incomplete. Here he demonstrates that the interests of everyone in society are in harmony to the extent that property rights are respected. Because there are no inherent conflicts in the market, government intervention is unnecessary. Here we find a powerful but sadly neglected defense of the main thesis of old-style liberalism: that society and economy are capable of self-managing. Unless this insight is understood and absorbed, a person can never really come to grips with the main meaning of liberty.

VOLUME I

* Introduction by Mark Thornton
o I. That Which Is Seen, and That Which Is Not Seen
o 1. The Broken Window
o 2. The Disbanding of Troops
o 3. Taxes
o 4. Theaters and Fine Arts
o 5. Public Works
o 6. The Intermediaries
o 7. Protectionism
o 8. Machinery
o 9. Credit
o 10. Algeria
o 11. Frugality and Luxury
o 12. He Who Has a Right to Work Has a Right to Profit

* II. The Law

* III. Government

* IV. What Is Money?

* V. Capital and Interest
o 1. Introduction
o 2. Ought Capital to Produce Interest?
o 3. What Is Capital?
o 4. The Sack of Corn
o 5. The House
o 6. The Plane
o 7. What Regulates Interest?

* VI. Economic Sophisms—First Series
o Introduction
o 1. Abundance—Scarcity
o 2. Obstacle—Cause
o 3. Effort—Result
o 4. To Equalize the Conditions of Production
o 5. Our Products Are Burdened with Taxes
o 6. Balance of Trade
o 7. Petition of the Manufacturers of Candles
o 8. Differential Duties—Tariffs
o 9. Immense Discovery
o 10. Reciprocity
o 11. Nominal Prices
o 12. Does Protection Raise Wages?
o 13. Theory—Practice
o 14. Conflict of Principles
o 15. Reciprocity Again
o 16. Obstruction—The Plea of the Protectionist
o 17. A Negative Railway
o 18. There Are No Absolute Principles
o 19. National Independence
o 20. Human Labor—National Labor
o 21. Raw Materials
o 22. Metaphors
o 23. Conclusion

* VII. Economic Sophisms—Second Series
o 1. Natural History of Spoliation
o 2. Two Systems of Morals
o 3. The Two Hatchets
o 4. Lower Council of Labor
o 5. Dearness—Cheapness
o 6. To Artisans and Workmen
o 7. A Chinese Story
o 8. Post Hoc, Ergo Propter Hoc
o 9. The Premium Theft—Robbery by Subsidy
o 10. The Tax Gatherer
o 11. Protection; or, The Three City Aldermen
o 12. Something Else
o 13. The Little Arsenal of the Free-Trader
o 14. The Right Hand and the Left
o 15. Domination by Labor
* Index

VOLUME II

* VIII. Harmonies of Political Economy (Book One)
o To the Youth of France
o 1. Natural and Artificial Organization
o 2. Wants, Efforts, Satisfactions
o 3. Wants of Man
o 4. Exchange
o 5. Of Value
o 6. Wealth
o 7. Capital
o 8. Property—Community
o 9. Landed Property
o 10. Competition
o Concluding Observations

* IX. Harmonies of Political Economy (Book Two)
o 11. Producer—Consumer
o 12. The Two Aphorisms
o 13. Rent
o 14. Wages
o 15. Saving
o 16. Population
o 17. Private and Public Services
o 18. Disturbing Causes
o 19. War
o 20. Responsibility
o 21. Solidarity
o 22. Social Motive Force
o 23. Existence of Evil
o 24. Perfectibility
o 25. Relationship of Political Economy and Religion
* Index

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Mídia Sem Máscara agora em vídeo

Olha só que boa notícia:

Mídia Sem Máscara lança espaço para vídeos e aúdios com entrevistas: o CanalMSM

por Editoria MSM em 20 de agosto de 2007

A partir de agora, o Mídia Sem Máscara passa a disponibilizar conteúdo em áudio e vídeo especialmente produzidos para a internet. Acessando o CanalMSM, no youtube, o internauta poderá conferir as produções originais do Mídia Sem Máscara e de seus parceiros nacionais e internacionais, e também colaborar enviando seus próprios vídeos e áudios com assuntos de interesse do público do site, privilegiando sempre a abordagem diferenciada que transformou o Mídia Sem Máscara em referência para assuntos políticos e culturais na internet brasileira.

O CanalMSM é o projeto piloto do Mídia Sem Máscara para uma TV aberta na internet, um espaço de liberdade de expressão e informação para todos aqueles que não agüentam mais a mesma televisão esquerdista de sempre. Para quem quer assistir e criar conteúdo multimídia sem depender de concessão pública e sem fazer concessões ao esquerdismo e ao politicamente correto.

O CanalMSM é acessível também pela página inicial do MSM, clicando-se na opção Mídia@Mais do menu.

Torço para que dê certo e mantenha, em vídeo, a qualidade do site. O canal MSN pode ser visto em aqui.

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Bienal: eu não vou, você vai?

A multidão enfurecida na Bienal pergunta onde está Paulo Coelho e aquele ator de Malhação que, aos 18 anos, lançou um livro de memórias...

Leio que a XIII Bienal Internacional do Livro vai acontecer aqui no Rio de 13 a 23 de setembro, naquele lugar chamado Riocentro, pertinho de Santos. Fui a uma Bienal, de 2003, acho. Muita gente, muito barulho, muito livro desnecessário junto. Bienal de livros são boas para agitar o mercado, mas não gosto de agitação, portanto…

Claro, trata-se de mais uma de minhas idiossincrasias não gostar de muvuca cujo nome é legião. Muitas pessoas comprando e carregando seus livros, muitos escritores juntos, muita gente falando sobre o mesmo assunto, num mesmo lugar, ufa!, aquela troca incessante de impressões e bactérias me deixa desgastado. Sem falar que o Riocentro é longe paca. Comprei bons livros a preços, digamos, populares, o que foi bom, mas ao custo de tropeçar em gente como Fausto Wolff, que, se não me engano na mesma bienal, deu um piti daqueles de rodar a baiana e o acarajé, ameaçando, inclusive, ir embora, porque não estava lá o uísque que ele havia pedido com semanas de antecedência. Essa esquerda é mesmo gozada.

Não fui à Flip Flip Urra! como não vou à Bienal. Comprar livros e ler são atos eminentemente solitários (tá, pode-se admitir até dois amigos, no máximo, ok?, na hora de comprar livros). Aquela multidão, aquele barulho incessante, ó tempos, ó modos, não cabe na minha vidinha conservadora.

Bienal: eu não vou, você vai?

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Garschagen agradece com temperança aristotélica

Temperança, Garschagen, temperança!

Agradeço imensamente a todos os comentários e e-mails gentis que tenho recebido. Todas as vezes em que estou cansado ou desanimado releio seus comentários e e-mails, e largo de frescura e deixo o cansaço de lado, e venho escrever. Muitíssimo obrigado.

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O arco-íris da gravidade

O dia começou cedo mais uma vez, o que me deixou aborrecido mais uma vez, o que é, confesso, o menor dos males. O que me incomoda é esse sono por ter acordado às seis da manhã, algo indigno a qualquer pessoa civilizada. Dormir às seis, ótimo; acordar, nem pensar. Mas, enfim, dei entrada no visto para Portugal. Saí de lá direto para o Vilariño, que já foi um bar importante num Rio de Janeiro cuja história passava pelos bares. Em quatro anos e meio no Rio só havia estado lá uma vez, mas não bebi. Hoje, cedi graciosamente. Estafado após três semanas de busca de documentos, sentei numa das mesas do Vilariño e pedi ao garçon uma generosa dose de Justerini & Brooks, vulgo JB. Enquanto assimilava cada gole do imperial malte, fazia um retrospecto da minha vida a partir da leitura, a partir do momento em que me tornei leitor.

Comecei a ler muito tarde, por volta dos 23, 24 anos. Perdi o fim da infância e adolescência sem ter lido um único livro. E lembro de como eu era e do que me tornei a partir da leitura. E quando digo “o que me tornei” falo de mudança interna, de expectativa de vida, de sonhos que se transformaram ao longo do tempo, não só pela maturidade, mas pelo novo horizonte sem limites que se abriu por causa da leitura. Não é a babaquice de dizer que me tornei uma pessoa melhor, embora isso seja real. O negócio é mais sério: fui civilizado. E só quem sabe a importância da civilização, de ser ou de ter se tornado uma pessoa civilizada, tem a dimensão dessa mudança, desse alçar a um novo patamar de existência.

A leitura, a boa leitura, pode levar a todos os mundos. O homem de bem vai se tornar melhor; o mal, pior. É ingenuidade achar que só a literatura tem o condão de salvar. Fosse assim não teríamos todos os tarados e assassinados cultos que a história registra, e, para ficar num exemplo atual e igualmehte vullgar, o tal do Marcola, que num depoimento no Congresso Nacional citou Nietzsche, que um deputado achou tratar-se de um comparsa do bandido.

Voltando à vaca fria, bebericando aquele uísque ficava matutando feliz que eu não teria feito escolhas diferentes das que fiz. E como quanto mais leio e envelheço mais vejo materializada a burrice humana. A burrice aparece para mim nas ruas como a adenóide gigante que aparece em O arco-íris da gravidade, de Thomas Pynchon. E a inteligência, gozado, tão maior e mais bela, está sempre oculta para não ser vergastada pela imbecilidade. Para cada indivíduo inteligente há um milhão de bestas a atacar-lhe a jugular. O uísque acabou, protegi o pescoço e vim para casa.

PS: Estou esbodegado, de novo. Vou dormir um pouco. Mais tarde volto a postar, ok? Não me abandone e queira-me bem.

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Garschagen se dá folga e volta à noite

A boca chega a estalar ao ver essas taças...

Hoje me dei o dia de folga depois de uma semana lasqueira. Estou degustando bebidas e acepipes. Volto à noite, ok?

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