A grandiosidade da releitura

Giacomo Leopardi, em sua Pequenas obras morais, tem um trecho esplendoroso sobre a segunda leitura, a importância monumental da segunda leitura, daquela oportunidade repetida que o intelecto tem para renovar o espírito, ampliar as possibilidades de entendimento ou descobrir uma grande obra onde antes só havia silêncio e trevas.
A Importância de uma Segunda Leitura
As obras mais próximas da perfeição têm normalmente a faculdade de à segunda leitura agradarem mais do que à primeira. O contrário acontece com muitos livros compostos com um talento e um esforço apenas medíocres, mas apesar disso não privados de algum valor intrínseco e aparente; os quais, lidos uma segunda vez, descem na opinião que o homem deles fizera quando da primeira leitura. Mas se forem lidos, tanto uns como os outros, uma única vez, enganam por vezes de tal maneira até mesmo os doutos e experientes, que os ótimos são preteridos a favor dos medíocres.
Lembro assim, de chofre, de livros cujas releituras me abrem mundos. São assim, por exemplo, Os ensaios, de Montaigne. E você?
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Infelizmente reli pouquíssima coisa, quase nada. Se me falta tempo para ler o básico, para preencher lacunas clássicas, quanto mais para reler. Mas tenho vontade de revisitar “A Divina Comédia”, “Werther” e, por incrível que possa parecer a alguns, “Walden”. Quem sabe um dia, quem sabe…
Senhor Garschagen
Ótimo de ler, esclarecedor. Que mais posso dizer.
Muito obrigado
Luiz fernando De Lellis
Certamente que uma reler certos livros é muito significante! mas haja tempo..:-) Eu ainda pretendo reler alguns de Sêneca, de Schopenhauer (por exemplo, “Aforismos para uma sabedoria de vida”), Marco Aurélio (”Meditações”), As Mil e Uma Noites (Todos os oito livros que tenho), alguns de Alexandre Herculano, além, of course!, de Montaigne, entre outros..:-)
No meu caso Dostoiévski
No meu caso “Declínio e Queda do Império Romano” de Edward Gibbon. Já li e reli umas cinco vezes, e a cada nova leitura fico impressionado. Gosto de política e é praticamente impossível entender a política mundial atual (ocidental) sem ter lido este livro. E uma dica: em Inglês, pois aquele “resuminho” da Companhia das Letras é lamentável. Um forte abraço,