O grande Albee em documentário

Na Folha:
Perfil disseca vida e dramaturgia de Albee
VALMIR SANTOS
DA REPORTAGEM LOCAL“Dobrei o guardanapo, após acabar o café, e me levantei da mesa. Subi as escadas, arrumei uma pequena mala e fui embora. Nunca olhei para trás.”
Na boca do dramaturgo Edward Albee, 79, parece fala de um dos seus personagens em movimento de “remoção de ilusão”. Mas a passagem descreve o dia em que o autor abandona a casa dos pais adotivos, aos 18 anos. “Eu não era o que eles compraram”, afirma, em desarmado diálogo com o crítico Frank Rich (”NY Times”).
É uma conversa saborosa, que não cai na louvação. Antes, privilegia o embate de idéias e disseca a escrita e as convicções pessoais de Albee.
Em cada peça, diz o dramaturgo, é como se ele segurasse um espelho na frente do público. Exemplo: o desnudamento psicológico do casal de “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”.O programa intercala trechos de leituras, montagens e adaptações para o cinema de textos de Albee. Em meio às “carapaças” que o entrevistado aponta na sociedade americana, o público é situado quanto aos anos de formação e à amizade com Tennessee Williams.
No final da década de 1940, Albee aportou no boêmio Greenwich Village, NY, onde conheceu Pollock, W.H. Auden e Thornton Wilder. Chegou a roubar uma máquina de escrever para pôr as primeiras cenas no papel. E deu no que deu.
EDWARD ALBEE
Quando: hoje, às 23h
Onde: Film & Arts
Quem já leu Três mulheres altas e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? não tem dúvidas de que Albee é um grande dramaturgo. Ele consegue trabalhar a tensão dos diálogos sem a vulgaridade que normalmente se lê em diálogo nos quais os personagens se odeiam ou disputam algo - posição, cargo, dinheiro, mulher, homem etc.
Quem puder gravar esse documentário em DVD e me mandar depois, agradeço imensamente.
2 Comments so far
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Conseguiu o documentário? Também quero!
Voltei sexta de viagem. E você? Já está em Portugal?
Abs!
Olá,
estou desenvolvendo um trabalho sobre Who’s afraid of Virginia Woolf? e gostaria de saber se você tem alguma fonte interessante onde eu possa achar a tradução da peça, pois apenas a consegui em inglês.
Muito grata.
Flávia.