Uma homenagem menor a uma poeta maior

No Prelo, em Prosa & Verso:
Homenagem a Tolentino
Apesar de polêmico, com vocação para se lançar debates acalorados com seu pares, o poeta Bruno Tolentino, que morreu em junho, aos 66 anos, deixou muitos e fiéis admiradores. Na segunda-feira, às 20h30, o evento Ponte de Versos, da Livraria da Conde, vai homenagear o poeta - cujo derradeiro livro, A imitação do amanhecer, está indicado para o Prêmio Jabuti 2007 - com leituras de suas obras feitas por diversos convidados como Pedro Lyra, Cairo Trindade, Andrea Paola, Neide Archanjo, Jorge Ventura e Adriana Monteiro de Barros, entre outros. O evento é gratuito e terá canja musical de Stella Caymmi, uma das grandes amigas do poeta. A Livraria DaConde fica na Rua Conde de Bernadotte 26/loja 125.
“Apesar de polêmico, o poeta Bruno Tolentino deixou muitos e fiéis admiradores”. Minha vontade é distribuir palavrões, mas uma das maravilhas de ter sido civilizado é não distribuir palavrões e dentadas publicamente. Agora, me pergunto, e pergunto a você, caro leitor: o que tem a ver o fato de ser polêmico com o de ter deixado fãs e admiradores? E qual é a diferença entre fãs e admiradores? As polêmicas nas quais meu xará se envolveu é um aspecto secundário e menor diante de sua obra monumental. Saiba de uma coisa: quem começa a falar de Tolentino trazendo à baila as polêmicas é porque não leu uma linha de sua obra. E seu leu, não entendeu patavinas. Quando leio alguém se referir a Tolentino como polemista e não como grandioso poeta que foi, o maior de nossa língua depois de Camões, como definiu precisamente Olavo de Carvalho, penso logo: é uma besta (uma besta, você sabe, quando não consegue fazer nada na vida faz filhos, já disse Nelson Rodrigues).
Devo me contentar com uma nota que apenas divulga uma homenagem a Tolentino? Absolutamente. Se as editoras do cadermo de literatura do maior jornal do Rio não fazem idéia de quão monumental é a obra de Tolentino, só lamento e ofereço, depois do meu desprezo, um cálice de cicuta.
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caro Bruno, é com imensurável prazer que descubro hoje seu blog, com este maravilhoso comentário/avaliação acima.
estou aqui a salvar e imprimir seu comentário bem ao gosto de meu primo e minha mãe; sou prima irmã de seu xará, filha da Nenoucha ( a “Tia Helena” ),tia, madrinha, guardiã de momentos fortes da existência desse poeta imortal ( com certeza para nós )até sua ida para Inglaterra ainda mto jovem.
grande abraço de todos nós.