Archive for Julho, 2007

A discussão sobre o que é e o que não é arte é mais simples do que se supõe

Madame Monet e Monetzinho olham Monet, que diz: Isso aí Garschagen! Concordo com você!

Uma inscrição, artesanato ou colarzinho feito por um aborígene pode ser considerado arte? Pode-se argumentar que depois do penico de Duchamps tudo é permitido, o que ratifica a tese de que se Deus não existe tudo é permitido ou, como prefiro, deveria ser inventado. Mas, o que fez Duchamp era arte? Obviously not, é o que sempre digo, repetindo meu bulldog inglês, o pequeno Winston Churchill.

A discussão sobre o que é e o que não é arte é mais simples do que se supõe. Arte é o belo, o bom. O resto é a porcaria. Como identificar o belo, o bom? Coteje um quadro de Monet, para citar um pintor moderno, com um de Frida Kahlo. Monet é o belo, o bom; Frida, o feio, o mau. Não é difícil, viu? Se alguém que você conhece não conseguir fazer essa diferenciação, por amor cristão, tente explicar-lhe. Se a tentativa se revelar inútil não tema ser franco e diga, sem pudores: “entre mim e você há uma besta. E para lhe ajudar, digo logo: não sou eu”.

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Por qual razão esse tipo de coisa não me impressiona (II)?

Na Folha:

Disney veta fumo nos seus filmes
DA REPORTAGEM LOCAL

Os estúdios Disney anunciaram ontem que irão proibir cenas de fumo em seus filmes adultos. Os DVDs de produções dos estúdios também devem informar quando há cenas do tipo.
O presidente da companhia, Robert Iger, disse ontem que a Disney adotará o mesmo padrão contrário ao tabaco nas produções que adquirir para sua distribuição, “desencorajando” o cigarro em títulos dos selos Touchstone e Miramax.

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Por qual razão esse tipo de coisa não me impressiona?

Na Folha:

ARTES PLÁSTICAS
PINTURA ABORÍGENE ALCANÇA PREÇO RECORDE

A pintura “Warlugulong”, de Clifford Possum Tjapaltjarri, expoente da arte aborígene, foi vendida na terça em Melbourne por 2,4 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,9 milhões). É o mais alto preço já alcançado por uma obra desse gênero (arte autóctone australiana). Realizada em 1977, ela foi originalmente negociada por Possum por 1.200 dólares australianos.

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“Pensem nas crianças, mudas, telepáticas”

Garschagen tenta cozinhar um feijão, mas, ops!, erra os ingredientes.

No Estadão:

Terror e miséria unidos pela bomba

O jornalista americano William Langewiesche, autor de O Bazar Atômico, fala da ameaça nuclear que vem dos países pobres

Antonio Gonçalves Filho

Há quatro anos o jornalista norte-americano William Langewiesche estava sentado em Bagdá pensando num texto que deveria escrever para The Atlantic Monthly sobre Saddam Hussein. Sobreveio, então, a dúvida se devia ou não embarcar na paranóia americana. Langewiesche comentou com colegas da revista que o editorial cometia um erro ao demonizar a figura do ditador. Eles estranharam a reação e perguntaram a razão dessa dúvida. Langewiesche respondeu que demonizar Saddam e o Terceiro Mundo pela aquisição de armas nucleares só ajudava a direita dos EUA a pedir mais dinheiro para guerrear, ameaçar os direitos civis e alimentar o racismo em nome da liberdade. O que se vê no Iraque, desde então, é o que se sabe. Agora, o governo americano ameaça enviar tropas ao Paquistão para procurar o líder da organização terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden. O Paquistão, como se sabe, é uma ditadura militar, realiza testes nucleares desde 1998 e corre o risco de ser tomado por fundamentalistas islâmicos. É sobre isso que trata o livro que Langewiesche veio lançar no Brasil, O Bazar Atômico (Companhia das Letras, 192 págs., R$ 36), um assustador relato sobre a escalada do poderio nuclear em países em que a pobreza rima ignorância com intolerância.

Langewiesche é um homem calmo e sensato. Editor internacional da revista Vanity Fair, ele está em São Paulo para uma palestra na Editora Abril e falou sobre seu livro ao Estado. Nele, o repórter narra sua jornada pelos bazares atômicos do mundo, lugares onde se pode, a preços módicos, comprar artefatos nucleares para fabricação de bombas atômicas. O Paquistão, por exemplo, é hoje o responsável pela transferência de tecnologia atômica para países como Irã e Coréia do Norte. Com tecnologia comprada do Paquistão, os aiatolás estão desenvolvendo programas nucleares e o Irã pode vir a ser o primeiro regime islâmico a ter a bomba. A Coréia, como se sabe, realizou seu primeiro teste nuclear em 2006 e, apesar de ter assinado acordo para desmontar seu programa, o ditador comunista Kim Jong-II é tão equilibrado e confiável como um bêbado no meio-fio.

Já Langewiesche é piloto de avião e filho do homem que escreveu a Bíblia da navegação aérea, Stick and Rudder, Wolfgang físsil em algumas cidades russas está entregue a recrutas que bebem como gambás e se entopem de drogas, segundo relato do repórter. ‘Mas eles ainda sabem atirar’, adverte, desencorajando os contrabandistas de estoques nucleares. Melhor procurar um corrupto da Geórgia para fazer o serviço.

No passado, os governos de países pobres que queriam a bomba não procuravam a Máfia russa, mas Abdul Qadeer Khan, engenheiro metalúrgico indiano nascido em Bopal há 72 anos e hoje cumprindo prisão domiciliar após fugir com projetos roubados da Holanda e entregá-los ao Paquistão. Khan é considerado o maior proliferador de armas nucleares do mundo. Boa parte do livro é dedicada a contar a história desse garoto muçulmano nascido numa família pobre e que se tornou um dos homens mais poderosos e ricos graças ao comércio em bazares atômicos. É um erro, diz Langewiesche, culpar a Holanda por ter permitido os furtos e a fuga de Khan para o Paquistão. ‘Seria o mesmo que culpar os EUA pelo roubo de segredos nucleares por espiões soviéticos’, diz, lembrando que a Índia já estava na dianteira do processo de fabricação da bomba.

Índia, Paquistão ou Brasil, o caso é que, recomenda ele, o mundo precisa se acostumar a conviver com a bomba. ‘Bush não vai poder ficar invadindo todos os países em busca de terroristas.’ Ou ‘impor a democracia a pessoas que nem sabem o que é isso e talvez nem a queiram’, observa. ‘Democracia não é uma coisa mecânica que se resolva com eleições.’ De fato.

Depois do jornalista inglês Anthony Fisk encontrar platéia fértil na Flip com sua deblateração idiota a respeito da atuação geopolítica dos Estados Unidos no Oriente Médio, agora é a vez do jornalista americano William Langewiesche falar sobre armas nucleares. Pois bem: uma coisa é um país democrata desenvolver tecnologia nuclear; outra é um país governado por tarados como Amadinejah, no Irã, ou Kim Jong-il, na Coréia do Norte, manter programas na área. Até porque fazem questão de fazer ameaças, veladas ou não, do que podem fazer caso detenham a tecnologia.

A matéria diz que Langewiesche, como bom samaritano, condenou o editorial da The Atlantic Monthly, para a qual trabalhava, quando a revista meteu o sarrafo em Saddam Hussein. A justificativa era que “demonizar Saddam e o Terceiro Mundo pela aquisição de armas nucleares só ajudava a direita dos EUA a pedir mais dinheiro para guerrear, ameaçar os direitos civis e alimentar o racismo em nome da liberdade”. Saddam não merecia ser demonizado? Era um pacifista exemplar ou o ditador que mandava jogar desafetos e inimigos numa espécie de moedor gigante de carne de pé, para que não sentissem, mas também vissem a própria morte? Saddam merecia ser derrubado e julgado por crimes contra a humanidade. O programa nuclear, se havia ou não, hoje é uma nota de pé de página, mas poderia ser um dado ainda mais trágico na folha corrida daquele ditador duma figa. O governo Bush fez tudo errado desde o início. Primeiro, ao mentir sobre as razões da invasão. Teria um milhão de motivos, escolheu o que não existia. Depois, cometeu todos os erros possíveis e impossíveis durante a ocupação. Mas derrubar Saddam, repito, foi a melhor coisa que fez.

E, mais uma vez, o repórter cai na conversa ao comprar a versão de que havia interesse da direita americana em “pedir mais dinheiro para guerrear, ameaçar os direitos civis e alimentar o racismo em nome da liberdade”. Se ele dissesse governo americano poderia estar mais próximo de uma suposta verdade. A direita americana não pode ter debitada em sua conta os erros do governo Bush. Aliás, ainda precisamos saber se o governo Bush falhou na ocupação por incompetência ou canalhice. E em ambos os casos, os responsáveis devem ser punidos e a pena calculada de acordo com o ato. Para justificar a compra da versão, o repórter deixa claro: “Langewiesche é um homem calmo e sensato”. Sei.

O moço recomenda que o mundo se acostume a conviver com a bomba, como se isso jã não fosse fato desde Hiroshima e Nagasaki. Eu também discordo que os Estados Unidos fiquem gastando dinheiro tentando implantar a democracia em países tribais. Tem povo que não quer mesmo viver sob um regime democrático. Fazer o quê? Mas serei sempre a favor que o populacho tenha escolha, o que, efetivamente, não tem. O Iraque ficou livre de Saddam. Se os iraquianos quiserem colocar outro bigodudo sanguinário no poder, azar o deles. Não podem reclamar que não tiveram escolha. O que não podemos aceitar, enquanto leitores, é entrevistado querer se passar como guardião dos bons propósitos, falando bobagem sem ser questionado. É possível confiar num livro de um autor desses? Difícil.

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A obscuridade verbal é a casamata dos imbecis

Na foto, Garschagen é flagrado logo depois de um debate com um

N’O Globo:

Uma sinalização poética que leva à discussão

É a vida: Ernesto Neto promove uma saudável contaminação de ambientes, que traz frescor e surpresa necessários à arte

Luiz Camilo Osorio

A exposição de Ernesto Neto na galeria Artur Fidalgo revela o ambiente criativo deste artista carioca, hoje lançado no mundo e requisitado pelas mais badaladas instituições. O título da exposição já diz muito: “É a vida”.

Não se trata de confundir vida e arte, mas da capacidade da arte de deslocar nossas percepções do mundo e da vida conspirar contra a domesticação da arte.

Não estou nem aí para a exposição do tal artista carioca. Pela foto que está no jornal você vai ver que nós dois já vimos salas muito mais belas, no sentido de arte, na casa de algum amigo ou parente. O que é constrangedor é um troço desses ser tratado como arte. Um título como “É a vida” não fica bem nem em redação da primeira série. Se o título da exposição, como quer Luiz Camilo Osorio, já diz muito, tendo a concordar, já que o dizer muito se refere ao nada, que é a tal exposição. Um título perfeito seria: “O que dizer, né?” Seria auto-referencial e explicativo da qualidade de uma sala mal arrumada que se quer convertida em arte. Só se for para a negas de artista e crítico. Aliás, esse negócio do sujeito ser “artista” já me cheira mal. Como classificamos Rembrandt, Caravaggio, Rafael? Grande pintores, pois não? Não fica bem chamá-los de artistas por causa de todas as tragédias humanas que passaram a ser qualificadas como tais.

A “capacidade da arte de deslocar nossas percepções do mundo e da vida conspirar contra a domesticação da arte” são frases que, gozado, contradizem o elogio à tal exposição. Se a arte deve deslocar nossa percepção de mundo (há controvérsias) uma exposição que é uma sala, e, portanto, imita um ambiente domesticado da vida diária, longe de deslocar a percepção, nos enfia ainda mais no real. O segundo ponto é essa bobagem de a “vida conspirar contra a domesticação da arte”. Quem faz isso não é a vida, é o indivíduo. E o que é, na verdade, domesticar a arte. Deslocá-la para dentro de casa, tirando-as de museus e galerias? Ou a domesticação refere-se à produção da arte.

Rindo, T. S. Eliot contava a história de haver conseguido aprovar sua tese de filosofia se valendo de um texto propositadamente ininteligível. É muito comum na área jurídica, onde a maioria dos profissionais NÃO sabe escrever, o advogado escrever petições que nem ele sabe o que quer dizer. O juiz, com receio de parecer ignorante, concede qualquer coisa - isso quando entende o que foi pedido, claro.

O que quero dizer é que a obscuridade verbal é a casamata dos imbecis. São eles que lapidam a arte de fazer firulas incompreensíveis na esperança de: 1) provarem uma tese tosca (quando tese há); 2) parecem inteligentíssimos. Não canso de imaginar um concurso no qual o vencedor seria aquele que conseguisse equilibrar, o maior tempo possível, um livro do Chacal na ponta do nariz. Chacal, você sabe, é o “artista da poesia” carioca cujos livros não ficavam em pé, assim como sua poesia.

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A mais nova letrinha na Sopa de Tamancos

Quem foi que escreveu O sol se põe em São Paulo?

Sou a mais nova letrinha na Sopa de Tamancos, que é pau puro!, você sabe. Ao lado de uma turma da pesada, ajudarei na prazerosa tarefa de atirar avaianas de pau. Ahhhhhhhh! Muleeeeeeeeeeeeeque!

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Até que enfim, um escritor inteligente na blogosfera

É o livro para levar para todos os lugares.

Escritores costumam usar a internet para divulgar seus trabalhos. É válido, mas limitador. Há um certo medo entre os escritores das Terras de Vera Cruz em se envolver em debates, ou para ficarem bem com a patota, compreensível, ou por não terem o que dizer. Quando digo terem o que dizer me refiro a deter uma capacidade de argumentação e de retórica para entabular uma discussão. Porque, sabemos, gralhar é fácil, e é o que mais acontece.

Dito isso, fiquei exultante ao ver no ar o blog do escritor Antonio Fernando Borges. Olha só:

Das trevas do Iluminismo (”Luz, luz, menos luz!”)

De todos os equívocos do Iluminismo, talvez o mais grave tenha sido o de esconder sob o manto transparente de sua novidade a nudez da mais antiga violência contra o indivíduo: a reforma da sociedade, dessa vez com o aval “irrefutável” da ciência. No famoso “Discurso Preliminar” da Encyclopédie, nos idos de 1759, Diderot e d’Alembert pregavam a esperança no pensamento científico, com sua missão de recuperação da humanidade. Falando em nome do Homem, maiúsculo e universal, o discurso dos philosophes iluministas acabou por desencadear a mais brutal investida contra a consciência individual: a ascensão das massas, o império despótico do Coletivo a que hoje assistimos, apavorados.

A grande questão não é somente deter o conhecimento; é saber usá-lo. Você já confiaria num ferreiro que não sabe manusear martelo?

Nosso Borges, ao contrário dos escritores médios que vemos celebrados por aí, além de ter um livro notável, o Bras, Quincas & Cia., no qual faz uma defesa irreparável da importância do indivíduo, não limita seu conhecimento à literatura. É capaz de conversar com irritante desenvoltura (que inveja!) sobre filosofia, e não estou falando aqui de história da filosofia, mas de questões filosóficas.

Leia o livro, leia o blog, satisfação garantida ou um peteleco na orelha.

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Minha terra tem palmeiras. E daí?

Garschagen abraça o mundo e acorda abraçado ao seu mapa mundi.

Indivíduos inteligentes costumam maldizer sua pátria. É natural. Quando leio ou ouço alguém que respeito falar mal do Brasil compreendo e faço coro. Você me verá fazer o mesmo aqui. Não quer dizer que os outros países sejam a Bahamas da civilização artística e intelectual, muito embora não consigamos nem ombrear a medianidade de um Estados Unidos, para citar um país civilizado descoberto na mesma época que a nossa.

Você encontra críticas violentíssimas de intelectuais americanos, ingleses, italianos, espanhóis, franceses contra suas pátrias. O que isso representa? Insatisfação crônica? Antinacionalismo forçado? Nada disso. É um amor profundo, um amor desmedido, que não aceita a mediocridade, a burrice monumental, a ignorância satisfeita, a palidez intelectual. E esse amor, como qualquer amor, cobra o empenho, o esforço, a melhora, o desenvolvimento. A crítica ao próprio país carrega consigo um amor incompreendido pela malta, que não é senão a razão, os alicerces que sustentam e justificam a crítica.

PS: A crítica, no caso da literatura, revela um amor, igualmente desmedido, pela literatura. E esse amor não admite, como é próprio dos amores intensos, o mau escritor, a má literatura.

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Nota de Paulo Francis sobre o Rio - III

Se pica do Bananão, Garschagen! Rápido, rápido!

Pobreza é um problema complexo, mas certamente a maneira de resolvê-lo não é atirar os pobres em bairros ricos. A zona sul do Rio, invadida por dois túneis, Rebouças e Dois Irmãos, hoje é um espetáculo dos mendigos e dos miseráveis, sem a pena de Victor Hugo para transformar em arte o horrendo. Por que não se fizeram projetos comunitários de desenvolvimento nos subúrbios? Se há saída, é essa. Mas é inútil argumentar logicamente. A política hoje, e não só no Brasil, é feita para a arquibancada…

Texto publicado na Folha de S. Paulo em 28 de maio de 1992.

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Nota de Paulo Francis sobre o Rio - II

Não fico muito cabotino nesta pose, Garschagen?

O Rio parece uma praça de guerra. Com soldados armados perturbando o tráfego. Todos tem cara de jacu. Com espingarda na nossa direção, quando passei de carro pensei que iam atirar em mim. Imagine os estrangeiros. A marca registrada do subdesenvolvimento, para quem vem do Primeiro Mundo, é ver tropas armadas pelas ruas. Apesar disso o Rio surpreende. Comi mediocremente no Saint Honoré, Bocuse deveria estar lendo sobre os Irmãos Karamello, e comi uma truta divina no Monte Carlo. E, surpresa das surpresas, fui ao Florentino’s com o Millorzinho, e havia gente saindo pelo ladrão. Gente muito jovem e algumas pessoas extremamente bonitas. Mas me senti como um macróbio no meio daquela garotada, apesar de as pessoas me tratarem com a maior gentileza, como sempre, no Rio e em São Paulo. Até que vi a cara de Geraldo Casé, meu colega de colégio e geração.

Texto publicado na Folha de S. Paulo em 28 de maio de 1992.

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