Oh, tempora, oh mores, ou como perdemos o chá inglês
No Mais!, da Folha (assinante):
Daslu imperial
Estudo analisa o papel de ingleses e franceses na modernização dos costumes, da moda e da gastronomia no Rio do século 19
ISABEL LUSTOSA
ESPECIAL PARA A FOLHADos estrangeiros, foram os ingleses que predominaram na primeira fase, que vai da abertura dos portos (1808) à elevação do Brasil a reino (1815).
Móveis e decoração
Aos ingleses se deveu a diversificação da oferta de mobiliário doméstico, de instrumentos musicais e de transportes e acessórios para montaria. Graças a eles, também objetos de decoração foram introduzidos nas habitações da elite local e louças e vidros se tornaram comuns.
Um sucesso que devia animar as reuniões elegantes eram os relógios ingleses de pêndulo que tocavam uma sonata ou minueto diferente a cada hora.
Inicialmente, era dos portos ingleses que chegavam os produtos alimentícios europeus.Mas quem revolucionou mesmo a cidade foram os franceses, que passaram a chegar ao Brasil em 1816, depois do reatamento das relações entre Portugal e França. Em 1818, Durand vendia acessórios masculinos e femininos como calçados, chapéus, luvas, suspensórios, leques, escovas, pentes, flores artificiais e bijuterias.
Os franceses também influíram nos hábitos e cuidados com a toalete, proporcionando uma série de serviços antes inexistentes na cidade.
Se a influência da Inglaterra não tivesse sido despojada pela França nas Terras de Vera Cruz não teríamos que aturar, hoje, esse modelo de universidade, estudos acadêmicos e intelectualismo esquerdista.
Oh, tempora, oh mores (Oh tempos, oh costumes!)
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