Jane Austen e o jornalismo cultural

Garschagen, meu lindo, fala bem de mim, tá? Te adoro!

No Todo Prosa:

Jane Austen e o besteirol periódico

Uma das maiores dificuldades de ir envelhecendo no jornalismo – meninos, eu vi! – é a inevitabilidade de uma descoberta que a princípio nos choca, mas em seguida vira matéria de tédio profundo: de tempos em tempos, a maior parte da imprensa acaba fazendo exatamente o que tinha feito algum tempo atrás. Igual. E não estamos falando apenas de “textos criativos” sobre a chegada do inverno.

No jornalismo cultural, um tipo especialmente irritante de besteirol periódico é o do “manuscrito de autor consagrado enviado anonimamente para as editoras sem noção e, ora vejam só, rejeitado”. Machado de Assis passou por isso no Brasil há alguns anos. Semana passada foi a vez de Jane Austen na Inglaterra – leia aqui, em inglês.

Como tenho fugido do besteirol periódico – tanto o alheio quanto o meu –, não vou repetir por que acho esse truque jornalístico uma tremenda enganação. Já disse isso aqui.

Sérgio Rodrigues, que migrou sua coluna Todo Prosa para a versão blogue após o fechamento do site No Mínimo, dá um pau num dos vícios do jornalismo cultural. Eu assinto e acrescento: como pode jornalista escrever, e editor consentir, com efemérides atrasadas cujo texto cobra dos jornais a lembrança, não lembrada pelo repórter e editor, da tal efeméride? Lamentável.

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