Antonio Fernando Borges pega escritora de morro abaixo

O escritor Antonio Fernando Borges, que entrou recentemente para o mundo blogue, cada dia melhor, entra no debate sobre a bobagem dita pela escritora Ana Maria Gonçalves em entrevista ontem ao Estadão:

Um defeito de raiz, ou: Leviandade, teu nome é mulher!

Incrível a maneira leviana com que as pessoas confudem opinião com fato concreto, quase sempre em detrimento do segundo. Saber esta diferença é um dos pressupostos mais elementares da lógica. “Está chovendo” é um fato; “Não gosto da chuva!” é uma opinião. Simples assim.

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A escritora Ana Maria Gonçalves, autora do badalado romance Um defeito de cor, parece ter faltado a esta aula: promovendo seu livro, que gira em torno da surrada questão do “racismo no Brasil”, sai-se com a seguinte pérola de ressentimento em entrevista ao Estadão: “O homem cordial de Buarque de Holanda nunca existiu, é uma desculpa para o racismo velado”.

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Quem conhece a famosa tese exposta em Raízes do Brasil sabe que Madame Gonçalves atirou no que não viu tentando acertar no que imagina ter visto: o “homem cordial”, cuja existência ela nega, é justamente um dos retratos mais fiéis do Homo Brasiliensis - e, junto com o Jeca Tatu de Monteiro Lobato, constitui uma das pragas nacionais! Madame Gonçalves, no entanto, acha que ele estava fazendo um elogio…

Pior: acha que basta ela decretar a não-existência de uma coisa para que a coisa, pluft!, desapareça.

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Com este prontuário de equívocos, as chances de que Um defeito de cor seja bom diminuem a cada minuto…

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