Ou isso é uma ignorância daquelas que não ousam dizer o nome ou uma ingenuidade que cheira a enxofre

Estava demorando…
A escritora Ana Maria Gonçalves, autora do elogiado Um defeito de cor, garantiu hoje em entrevista ao Estadão que “esse homem cordial de Buarque de Holanda nunca existiu, é uma desculpa para o racismo velado. Não foi, no entanto, uma definição de má-fé. Ela apenas retrata a sociedade brasileira da época”. Ai, minha Santa Rita do Passa Quatro! Essa moça não só faz uma análise equivovada do conceito de homem cordial como diz que nunca existiu, e, pior, que é uma desculpa para o racismo velado. E ainda, ora, ora, trata Buarque de Holanda como um idiota que precisa dela para se desculpar. Ou isso é uma ignorância daquelas que não ousam dizer o nome ou uma ingenuidade que cheira a enxofre. Estou indignado. Amanhã desenvolvo.
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pergunto-me se a moça leu raízes do brasil…
Faço a mesma pergunta, porque a idéia de “homem cordial” que ela passa é aquela do senso comum, ouvida, por exemplo, em transmissões esportivas narradas por Galvão Bueno e afins. Eu, hein?
Também me fiz essa pergunta, meu caro. Abração.