“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina ainda esta semana um decreto autorizando as Forças Armadas a atuarem no combate à violência no Rio” (O Globo, 10 de maio de 2004).

Já vi muita gente dizendo, otoridades inclusive, que se sente mais segura com a presença da polícia na rua. Eu não. Quando vejo alguém fardado , à exceção dos escoteiros, ou carros de polícia penso que alguma coisa está errada e vai começar a feder. Algo óbvio, claro. Porque os caras estão ali se não há nada de errado? Esse negócio de que a presença da polícia inibe a atuação dos bandidos e que a população se sente mais segura é conversa de garoto maroto, no diminutivo.

Diz a matéria que “enquanto vigorar o decreto, todas as forças de segurança que estiverem participando das ações, inclusive as polícias Militar e Civil, deverão se submeter ao Comando Militar do Leste, braço do Exército sediado no Rio”. Lascou-se. Alguém aí acha que as polícias civil e militar, que nunca se entendem e voltam e meia saem no tiro aqui no Rio, vão respeitar a turma de verde? Acho isso bastante ingênuo, para usar um eufemismo.

E não vejo porquê esse prurido em assumir que se trata mesmo de uma intervenção. Aliás, essa intervenção não deveria se limitar à segurança. O Executivo anda precisando de uns puxões de orelha, uns pitos e nada de de sair para brincar com os amiguinhos no final da tarde.

No comments yet. Be the first.

Leave a reply