Serigrafia, ou a gangue da Pop Art (II)
Os críticos de arte na década de 1970 centraram fogo nos artistas Pop acusando-os de terem se rendido ao modo de produção capitalista. Escreviam que os Pop Artists colocavam o mercado no pedestal e reduziam a arte a simples mercadoria. Como se vê hoje, opiniões corretas, embora permeadas de marxismo e, portanto, compreensíveis para a época. Tomando por base o ensaio “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, escrito por Walter Benjamin em 1936, encontramos dois caminhos de análise para a Pop: a reprodução de uma obra em várias, permitindo o acesso de mais pessoas; a reprodução em série de elementos numa mesma obra ou em várias delas, como foi feito pelos artistas Pop. Aqui, temos o tratamento da arte como a produção de torneiras. E quem produz torneiras ou seringas visa a venda e o lucro. Não vejo outra identificação mais próxima do que foi a Pop Art.
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