"O boêmio voltou para rever os amigos que um dia…"

Este manancial de boa vontade retorna mais cândido que nunca. Sem interrupções e falhas. Um texto por dia, exceto sábados, domingos e feriados, porque, afinal, alguém tem que beber.

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Muitos assuntos. A maioria não vale uma rosca. Vou balebando.

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Passei duas semanas em Salvador. Pelourinho três vezes. Bebi horrores. Só assim.

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Nasci em Salvador, das poucas coisas que confere charme aquela cidade. Parte do lugar é bonito. As ruas são mal sinalizadas para os forasteiros, incluindo pontos turísticos. E você corre o risco de ser atropelado por um rapaz negro de pé rachado que te pede redondos R$ 4,20 quando você oferece dois reais por alguma informação. R$ 4,20?

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Na avenida Paralela, que liga Salvador às praias do litoral norte, há uma estátua do finado Luís Eduardo Magalhães, filho do homem que não ouso dizer o nome (trabalhar de graça, nevermore). Diariamente, são colocadas margaridas aos pés da peça. Margaridas, ouviram bem? E dois soldados da polícia militar baiana, faça sol ou faça sol, estão lá escoltando a dita. Escoltando, ouviram bem? Juro que não consegui nem sentir ódio. Acarajé e cerveja estavam me deixando muito bonzinhos. Bebi somente uísque na última semana. E não comi nada, porque nunca como de barriga vazia.

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Li Fausto, a maior parte na praia, debaixo de uma providencial barraca e de uma camada extra-grossa de filtro solar, numeração GG. Quem pensou aí que praia não servia para nada? Quero escrever algo sobre o livro, mas emendei em Doutor Fausto, de Thomas Mann, para, digamos, fazer analogias. Se alguém aí souber de alguma edição da lenda de Fausto, de autor anônimo, me avise. Agradeço bem.

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Os subúrbios de Salvador continuam capengas, parte dos bairros históricos já pedem esmola nos sinais, a população média é tão feia quanto a do Rio de Janeiro, São Paulo ou Acre. O pior, no mais, é o batuque. Você tropeça nas pessoas que batucam. No ônibus, o rapazinho está lá batucando e cantando (ouviram bem? cantando, e alto). Nos carros, os sons são de batuques; a alma do soteropolitano médio batuca.

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Tem mais? Tem, sim senhor! Mas só amanhã.

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Fiquem agora com a programação normal. “Stravinski, Stravinski”. Tá bom, Stravinski.

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