Mamãe eu não sou… o que falam de mim são calúnias!

“Não querendo, porém, admitir a censura ao próprio comportamento - talvez porque adestrados para achar que todo impulso é “natural” e que sentir culpa é feio -, (os gays) preferem atribuí-la a um ectoplasma chamado “sociedade”, que, no mundo real, está se lixando completamente há pelo menos trinta anos”.

Meu ídolo, Paulo Salles, disse algo óbvio e que ninguém nunca havia escrito: há anos que a turma dá de ombros se o sujeito é ou não é. A recriminação, hoje em dia, talvez seja muito maior na família, quando esta descobre a opção sexual do familiar tão querido. No geral, se não houver histeria ou roupas florescentes, o que uns e outros fazem nas horas de folga não está interessando mais ninguém. O senão, é bom que se diga, vale para qualquer um, de dono de bingo a funcionário público.

Essa gritaria toda por melhores condições de vida me parece mesmo coisa de gente que quer aparecer na Globo. Só mesmo um megalomaníaco para achar que o pessoal vai ao bar falar mal dele.

Por isso, sempre digo: essa síndrome de sindicato é mesmo uma temeridade.

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