“La comunidad internacional está cometiendo uno de los errores más grandes en la historia”

Ver militares nas ruas assusta e é mais simpático ficar ao lado daqueles que protestam contra os militares, mesmo que os militares estejam do lado certo, no caso de Honduras, ao lado da legalidade, da Constituição, da democracia e da paz.
No blogue do OrdemLivre.org, Diogo Costa já alertara sobre a indiferença e a manipulação da informação na imprensa internacional a respeito dos eventos em Honduras.
E o que pensam os hondurenhos?
Como todos los hondureños nuestra vida normal se ha interrumpido en los últimos días, no porque estén militarizadas las calles o hayamos perdidos nuestras garantías constitucionales (excepto el toque de queda de 9PM a 6AM) como falsamente dicen muchos medios de comunicación internacionales, sino porque estamos en pie de lucha, ya sea en las calles o frente a nuestras computadoras, para contarle al mundo la verdad de lo que aquí está ocurriendo.
Desde ayer estamos saliendo masivamente a las calles en las principales ciudades del país, hombres y mujeres de todas las clases sociales, para mandar tres mensajes contundentes al mundo entero:
1. La inmensa mayoría de los hondureño no apoyamos, repito, NO apoyamos a José Manuel Zelaya Rosales, y no permitiremos que regrese al poder, venga escoltado de quien venga, y nos impongan las sanciones que nos impongan.
2. Exigimos a los medios de comunicación internacional, especialmente a CNN que tenga la decencia de cubrir objetivamente la noticia en Honduras, pues ha llegado hasta el extremo de mostrar escenas de manifestaciones en CONTRA de Zelaya Rosales como si fueran a favor de él.
3. La comunidad internacional está cometiendo uno de los errores más grandes en la historia de la defensa universal de la democracia, al querer mandarnos de regreso a un dictador sumamente impopular. Con el tiempo lo descubrirán.
O texto é do blogue Las Honduras Posible, de Margarita Montes, especialista em ciência política e relações internacionais e mestre em administração de empresas. Na sua análise dos acontecimentos e da reação internacional é possível ter um bom panorama do que está acontecendo por lá. E ver o quão absurdo é o ultimato da OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo interino de Honduras para que em 72 horas (a contar do dia 1) restitua o presidente deposto, Manuel Zelaya.
População, Congresso, Ministério Público, o alto comando das Forças Armadas e o Judiciário estão unidos na decisão de manter a deposição e de impedir a volta de Zelaya ao país.
No commentsComo promover as liberdades na sociedade internacional
Meu texto de hoje no OrdemLivre.org:
No commentsA confiança promove as liberdades nas relações internacionais
por Bruno Garschagen
Em nenhum outro momento da história mundial recente as relações internacionais foram tão complexas. O panorama de divisão de forças antagônicas que marcou a política global a partir do fim da Segunda Grande Guerra até a queda do Muro de Berlim — e a conseqüente dissolução do império soviético — deu lugar à pulverização do poder e à circulação de elites políticas e econômicas.
Países poderosos como a Rússia perderam força e importância política; os Estados Unidos mantiveram a força mas têm seu poder vigorosamente questionado; a China vêm ampliando sua importância e participação no diálogo mundial pela via econômica; países que há dez anos passaram por sérias dificuldades econômicas, como Irlanda e Índia, conseguiram realizar reformas e entrar para o clube de nações prósperas.
Indivíduos e instituições nacionais começaram a participar da conversação global através de ações desenvolvidas cooperativamente com instituições públicas e privadas na administração de interesses comuns. A soma desse esforço conjunto foi batizado de governança global, um processo contínuo mediante o qual os conflitos e interesses diversos podem ser negociados e, com isso, ser desenvolvida uma ação cooperativa. Fazem parte desde instituições formais e regimes com poder coercitivo a mecanismos informais entre indivíduos e instituições que compartilham interesses.
Coluna para o jornal “i”: Lula, o Insuperável
O segundo texto para a minha coluna quinzenal no jornal português “i” foi publicada na edição de hoje do jornal:
2 commentsVISTO DE FORA
Irão e Brasil segundo Lula, o Insuperável
Quem poderia comparar os confrontos pós-eleitorais no Irão com uma rivalidade de adeptos de futebol? Lula da Silva, que gosta de atestar idoneidade a quem depois mostra não a ter…por Bruno Garschagen
Lula. Luiz Inácio Lula da Silva. Presidente do Brasil. Perdi a conta de quantas vezes tive que falar sobre Lula aqui em Portugal. Sobre seu governo. Seus vícios. Suas virtudes desvirtuosas. Lu-la.
Semana passada Lula superou-se. Lula é insuperável em superar-se.
Eleições no Irão? “Não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irão. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.”
Enquanto os governos do Reino Unido, Espanha, França e Alemanha condenavam a extrema violência contra os opositores, Lula comparava a situação à rivalidade entre as torcidas de dois times de futebol do Rio de Janeiro.
A coisa não ficou por aí.
Na mesma semana, Lula apoiou o presidente do Senado brasileiro, José Sarney, após a revelação de que em 14 anos a Casa executou mais de 500 actos administrativos secretos para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas à directoria. Os actos não eram publicados e as decisões eram omitidas dos senadores não envolvidos e da população. Duas sobrinhas e um neto de Sarney teriam sido nomeados por actos secretos para trabalhar em gabinetes de seus colegas.
Trabalho, trabalho, trabalho
Pois é, esta semana está difícil vir aqui.
No commentsSummer School e Standpoint
Estive fora nos últimos por causa do Summer School realizado em Estoril pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Mais tarde conto a conversa com o editor da excelente Standpoint, Daniel Johnson, grande jornalista e filho do historiador inglês Paulo Johnson.
No commentsDe que vale o segundo lugar?

Recomendo vivamente a leitura do artigo de Gertrude Himmelfarb na sempre boa Standpoint:
No commentsPrizes for Second Best
Gertrude Himmelfarb
May 2009I was recently reminded of a remark many years ago by my research assistant, a serious student of philosophy who had the menial task of getting books for me from the library. Handing over the latest batch of books, she commiserated with me on having to read so many second-rate writers while she had the privilege of reading only the Greats. The offending books on this occasion were by the English philosopher T.H. Green. I feebly, almost apologetically, explained that Green was highly respected in his time and played an important part in the subjects I was working on, social philosophy and policy in Victorian England. I even ventured to suggest that he still had a good deal to say to us, more than a century later.
As it happened, Green himself was only once removed from the Greats - a neo-Kantian, he might be called. A generation earlier, Macaulay, presented with a translation of Kant, said that he could not understand a word of it “any more than if it had been written in Sanscrit”. Green made Kantianism intelligible as well as respectable to Englishmen because in Anglicising it, he also liberalised and socialised it - domesticated it, so to speak. That was no small feat. There were other attempts to bring those most formidable of modern Greats, Kant and Hegel, to the attention of the English, but for the most part, the English went their own way. John Stuart Mill, who in his youth had read almost everything worth reading, referred in On Liberty to Plato and Aristotle twice in passing, to Kant once and to Hegel not at all. Mill himself, the most eminent of English philosophers, did not, by the standards of my student, merit the title of greatness. He was more eminent than Green but still of a lesser order of greatness, a second-best order.
I might have reminded my student that the greatest of the Greats had themselves paid tribute to the second-best. Plato himself had made the transition from the best, the ideal city of the Republic, to the second-best, in the Laws. The Athenian Stranger, in the Laws, used that very term when he said that the city should be “ordered in a manner which, if not the best, is the second best”. Aristotle went further in his rejection of the best, sharply criticising the “best constitution” of the Republic as impractical and contrary to human nature and proposing instead, in the Politics, a mixed constitution, in effect, a second-best constitution, that is the best practical constitution. So, too, in the Ethics, he distinguished between “wisdom”, which is universal and eternal, and “prudence”, which is practical and particular - the former intellectually more exalted, and in this sense the best, but the latter, the second-best, the most basic human virtue.
Fim da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo (IV)

Num post para o blogue do OrdemLivre.org, o Diogo Costa cita matéria do Estadão sobre protesto realizado em SP com estudantes de jornalismo capitaneados pelo sindicato. A matéria do Estadão cita 200 manifestantes. Matéria do Comunique-se, portal especializado em mídia, dá conta de 80 gatos pingados:
Manifestação contra fim da obrigatoriedade do diploma fracassa em São Paulo
Cinthia Almeida
Era para ser um protesto capaz de ecoar pelos corredores do Supremo Tribunal Federal. Mas a manifestação contra o fim da exigência do diploma, na manhã desta segunda-feira (22/06), em São Paulo, não passou de um encontro murcho, com aproximadamente 80 estudantes. A passeata começou em frente ao hotel Renaissance, onde o ministro do STF, Gilmar Mendes, estava hospedado, e seguiu até a faculdade Cásper Líbero. Depois, voltou à porta do hotel.
“O objetivo do protesto não é questionar uma decisão nem mostrar indignação, e sim mudar uma lei, que vai para o Senado. Se no STF não cabe mais recurso, agora a mudança é na legislação, no Congresso Nacional”, discursou Augusto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, organizador da manifestação.
O sindicalista ficou só no discurso. Embora tenha falado para o público, não teve nenhuma liderança sobre os poucos manifestantes presentes, que nem sequer conseguiram gritar em coro os mesmos cânticos.
Número inflado
O Sindicato dos Jornalistas informou à imprensa que havia 200 manifestantes. Não é verdade. O Sindicato atribuiu essa informação à Polícia Militar. Também não é verdade. A reportagem do Comunique-se estava ao lado de Camargo quando ele recebeu de um sargento da Polícia Militar o número exato de manifestantes presentes. “Tem 80 pessoas”, informou o PM. Mesmo sem o consentimento do policial, os sindicalistas combinaram que o número oficial, embora falso, seria o de 200.No momento em que os manifestantes se sentaram em frente à Cásper Líbero, a reportagem do Comunique-se conseguiu fazer a contagem se posicionando no alto da escadaria da Cásper Líbero. E constatou haver entre 80 e 90 presentes.
Independentemente do número de manifestantes, há um argumento recorrente sobre a decisão do STF que acabou com a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício do ofício: a não exigência do curso desvaloriza a profissão. Usando a forma positiva, o argumento é o de que a profissão só é valorizada pelo diploma (e de tudo o que deveria vir acompanhado, presumo, como o conhecimento). Mas há aqui uma tese estranha considerando, na média, o baixo nível dos cursos de jornalismo, situação reclamada por boa parte dos estudantes e dos profissionais da imprensa. Um evento que poderia ser convertido num debate sobre o defasado ensino do jornalismo e a propaganda ideológica rasteira usada por boa parte dos professores nas salas de aula, virou um bate-boca do tipo “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Trabalhei como jornalista de fevereiro de 1996 a dezembro de 2008. Sou formado em Direito. Fiz pós-graduação em Jornalismo Cultural e hoje faço mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais. Nunca pisei numa faculdade de comunicação e contra mim não pesa a acusação de que não estudo.
Quem lê este texto pode até pensar, ok, sua defesa da decisão do STF é óbvia pelo interesse pessoal. Nunca foi. Não ter diploma de jornalismo nunca me impediu de trabalhar. Eu poderia usar esse fato para defender o fim do diploma, mas também acho uma idiotice. O que os estudantes e profissionais contrários à decisão do STF não perceberam, ou fingiram não perceber, é que o fim da obrigatoriedade não provocará mudanças profundas no estado de coisas. Vai, sim, legalizar situações estabelecidas ao permitir que milhares de profissionais que trabalham há anos na grande, média e pequena imprensa, das capitais e das cidades do interior, tenham direito ao registro do Ministério do Trabalho.
Algo que eu espero sinceramente ver a médio e longo prazo é a melhora do nível médio dos jornalistas pela concorrência com profissionais de outros cursos, como Direito, Economia, Sociologia, Política, História etc. Basta conversar com um bom estudante de jornalismo e com um bom estudante de economia para ver o défice na formação do intelectual do primeiro em relação ao segundo (como estou me referindo à média, admito a possibilidade de se encontrar um estudante de comunicação que tenha uma formação intelectual melhor do que o de outras áreas).
A tese segundo a qual o fim da exigência do diploma desvaloriza o jornalismo é o atestado público da desvalorização individual do estudante ou profissional que teme a concorrência inevitável com a abertura da profissão a outros cursos. Não li ainda ninguém que tenha demonstrado por que o curso de jornalismo é essencial para se formar o jornalista. Teve gente que atribui à universidade a responsabilidade de ensinar ética e outras questões de ordem moral. Mas, me digam, se a faculdade, ao ministrar disciplinas de português, parte do pressuposto de que o estudante sequer sabe o idioma pátrio como poderá ser responsável por ensinar a tomar decisões e adotar comportamentos? O máximo que a universidade consegue (se o aluno estiver disposto a aprender) é dar noções técnicas sobre determinados assuntos. Técnica de apuração e redação de uma reportagem? Se a pessoa gostar de jornalismo aprende rapidamente dentro da redação.
A grita dos estudantes é explicada pelo medo; a dos sindicatos, por outro módulo de medo. Numa situação em que o mercado estava fechado aos portadores do diploma, obrigados a financiar os sindicatos pelo acordo do dissídio coletivo mesmo que não fossem filiados, havia legitimidade jurídica de representação da categoria, que também deixou de existir com a decisão do STF. Os protestos com 80 ou 200 pessoas podem continuar sendo realizados, mas a situação é irreversível (salvo se os sindicatos conseguirem a aprovação de uma lei para regulamentar a profissão - antes havia um decreto com força de lei - e exigir o curso universitário). Até lá, talvez, diplomados e não diplomados em jornalismo possam esquecer a rinha de galo e pensar como melhorar um ofício que está em xeque pelas novas exigências e variadas formas tecnológicas de comunicação.
PS: Aproveite para perguntar a um estudante de jornalismo se ele lê jornal diariamente.
4 commentsFim da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo (III)

Comecei a trabalhar como jornalista em 1996. Em Cachoeiro de Itapemirim, cidade do interior do Espírito Santo conhecida nacionalmente por ser a terra onde nasceu Roberto Carlos, mas que eu temo em dizer que foi o lugar onde nasceu Rubem Braga. Mas quem conhece Rubem Braga? Adiante.
Trabalhar como jornalista numa cidade do interior é como ser curandeiro em cemitério. Às vezes nem jornal há e o sujeito é obrigado a virar assessor de alguma coisa. Quando há o jornal o jovem repórter depara-se com uma falta de estrutura mínima de trabalho e aquela coisa boba chamada salário. O que se recebe, de forma irregular e por vezes de dois em dois meses, são uns caraminguás que adiam perversamente uma honesta e sincera mendicância.
Não exagero. No jornal onde comecei a trabalhar já tive que dobrar e entregar a edição do dia, que ajudei a fechar na noite anterior. Aos 20, 21 anos, e no início da coisa toda parece até divertido. Com o passar do tempo dá vontade de dobrar a chefia. Outro problema grave de um jornal do interior é a ligação afetiva com todos, do dono à faxineira, o que impede que se mate o primeiro e insulte a segunda.
Jornalista com diploma em pequenas e médias cidade do interior era luxo há 10 anos. Hoje, até em Cachoeiro tem curso de jornalismo. O fato teve um resultado igualitário extraordinário: até os diplomados passaram a ganhar mal ou estão desempregados. Só com o tempo percebi a dimensão da minha sorte de naquela época não haver o curso de jornalismo na cidade e eu ter chumbado no vestibular da universidade federal na capital Vitória. Fui salvo por ter optado pelo curso de Direito.
Quando se é jovem, inexperiente e sem diploma torna-se um alvo fácil de comentários feitos por alguém mais velho, experiente e com diploma. Essa discussão sobre obrigatoriedade da graduação não é nova na minha vida. De forma velada ou explícita eu tive que aturar de profissionais da cidade, alguns dos quais nunca haviam pisado numa redação. A conversa era sempre a mesma: o diploma, muito mais do que a formação, é que faz o jornalista. Podia-se ser uma besta, desde que graduada.
PS: Continua amanhã.
2 commentsNum Brasil em transição há que se ter Nabuco em conta

Joaquim Nabuco e a transição no Brasil
por Bruno Garschagen
O Brasil vive um período de transição bastante interessante. Se na década de 1990 surgiram no cenário público algumas vozes dissonantes da cartilha marxista e suas derivações, a partir do ano 2000 despontou uma nova geração livre dos grilhões ideológicos turbinados durante o governo militar (1964-1985).
A ditadura maculou três gerações nas esferas política e cultural: a que estava no auge na época do golpe, a que tentava abrir espaço e a que nascia sob os coturnos. Essas gerações foram atacadas de dois lados: por um regime ditatorial e pela dominação cultural e educacional da esquerda de vários matizes. Nas universidades, no meio artístico, no jornalismo etc. o sujeito que não fosse de esquerda (o que não quer dizer que fosse de direita) era mal visto e rechaçado. Era preciso se posicionar. Do lado deles.
E já que vivemos num período de transição é fundamental que determinadas idéias sejam apresentadas e estudadas. E aqui vai minha dica: Joaquim Nabuco e seu livro Minha formação (1900).
CONTINUA…
1 commentMorre Ralf Dahrendorf

Uma morte não é só uma morte:
No commentsPhilosopher and “great European” Dahrendorf dies
By Avril Ormsby
LONDON (Reuters) - Philosopher and politician Ralf Dahrendorf, who claimed class was defined by power not wealth, has died of cancer, aged 80.
Dahrendorf, born in the German city of Hamburg, took British citizenship in 1988, and served as a politician in both countries and as a European Commissioner.
“Europe has lost one of its most important thinkers and intellectuals,” Germany’s Chancellor Angela Merkel said in Brussels on Thursday while attending a European Union summit.
“We’ve lost a great European. He made great contributions to European integration both from a theoretical and practical point of view.”
Dahrendorf, who died in Cologne, Germany, on Wednesday, was also a renowned academic, with his most famous work “Class and Class Conflict in Industrial Society” challenging Marx’s theory that class was based on property. Rather it was rooted in how much power somebody could yield, he said.
Dahrendorf worked as a researcher under the philosopher Karl Popper at the London School of Economics (LSE) in the early 1950s before forging close ties with the university.
He became a director between 1974 and 1984 and later a governor in 1986.
Howard Davies, director of LSE, said the university was “deeply saddened” by Dahrendorf’s death. “His contribution to the school, as our director, our historian and a governor, has been unrivalled,” he said in a statement.
At school, Dahrendorf was imprisoned between 1944 and 1945 because of his involvement in an anti-Nazi group.
His early academic career was spent in Germany, where he was a student at Hamburg University, before becoming a professor of sociology, followed by teaching posts at Tubingen and Konstanz.
He then went into German politics, entering the West German parliament, the lower house, for the Free Democrats in 1969-70.
Dahrendorf settled in Britain in 1986, and was warden at St Antony’s College at the University of Oxford between 1987 and 1997.
He was made a British peer in 1993 and sat in the upper chamber of the House of Lords.

